O Hospital de Santa Maria vai retomar a atividade cirúrgica que teve de adiar durante duas semanas para responder às necessidades de internamento de doentes nas urgências, avançou esta segunda-feira à Lusa o diretor clínico adjunto da instituição.

“Neste momento, estando a situação a ficar aliviada, vamos começar a voltar a uma atividade normal relacionada com a continuidade das cirurgias prioritárias, que têm listas de espera e têm de ser respeitadas, e vamos voltar às outras cirurgias, como de próteses de anca, hérnias”, adiantou Lucindo Ormonde, diretor clínico adjunto da Unidade Local de Saúde Santa Maria, antigo Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte.

O adjunto da direção clínica recordou que durante as duas últimas semanas o Hospital Santa Maria teve que fazer uma reorganização de toda a atividade cirúrgica e do internamento médico para dar resposta ao número muito elevado de doentes nas urgências com necessidades de internamento.

Hospital Santa Maria reduz cirurgias não urgentes para poder internar doentes

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“Foi alocado um serviço de cirurgia completo, com cerca de 25 camas, para internamento médico e houve uma modificação das alocações do tipo de cirurgias”, sendo adiadas para duas ou três semanas mais tarde as cirurgias que não tinham prioridade imediata, adiantou.

Ao mesmo tempo, foi dada “uma grande prioridade” à cirurgia de ambulatório, que não obrigasse à contemplação de necessidade de camas hospitalares.

“Agora, à medida que vamos descontinuando e reorganizando novamente os serviços, e restituir o serviço cirúrgico que tinha sido alocado para a medicina, vamos restituir a atividade cirúrgica”, salientou Lucindo Ormonde.

Assim, sustentou, “durante esta semana contamos normalizar o funcionamento do hospital no que toca logicamente à priorização de necessidades de camas médicas como tínhamos anteriormente”.

Apesar de ter “aliviado bastante” a necessidade que havia de internamento médico, o especialista sublinhou que têm de estar “sempre alerta”.

“Mesmo antevendo uma melhoria substancial e uma normalização da afluência, estamos sempre preparados para meter qualquer plano de contingência, mas de qualquer maneira estamos a abandonar o plano de contingência”, disse Lucindo Ormonde.