A diretora de campanha de Joe Biden, Julie Chávez Rodríguez, disse este sábado que o ex-presidente norte-americano Donald Trump (2017-2021) pretende, se regressar à Casa Branca, “estabelecer unilateralmente a proibição do aborto” a nível nacional.

“Nunca foi tão claro o que o povo americano pode esperar de Donald Trump: se lhe for dado o poder, ele contornará o Congresso e eliminará ainda mais os cuidados de saúde das mulheres”, disse a diretora de campanha para a reeleição do líder democrata.

Chávez referiu-se a “novos relatórios” que delineiam um alegado plano da equipa de Trump para contornar a ação do Congresso sobre a questão e “instituir ataques mais devastadores ao acesso das mulheres aos cuidados de saúde”.

A campanha de Biden classificou esses planos de “aterrorizadores” e acusou o ex-presidente de ter dito que as mulheres que abortam deveriam ser punidas, censurando-o ainda por “se gabar” do seu papel na anulação do caso ‘Roe v. Wade’, que durante décadas protegeu o acesso ao aborto em todo o país.

Em 2022, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos decidiu pôr fim a uma decisão que garantia constitucionalmente o direito ao aborto (Roe v. Wade).

Chávez Rodríguez sublinhou ainda um comentário de Biden na sexta-feira, em que este afirmou que Trump “não tem ideia do poder das mulheres americanas”, algo que “está prestes a descobrir em novembro”, data das próximas eleições presidenciais.

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