Se já antes da primeira mão dos quartos da Liga dos Campeões estava montado um cenário de rotação quase total da equipa no encontro seguinte, a vitória do Barcelona em França frente ao PSG por 3-2 acabou por ter o condão de reforçar ainda mais essa ideia. A oito pontos do líder Real Madrid a sete jornadas do fim da Liga mas ainda com um duelo direto por disputar no Santiago Bernabéu, ninguém entre os catalães assume que a revalidação do título é um caso perdido mas, por várias circunstâncias, a presença nas meias-finais da Liga milionária assumia um outro peso naquilo que é a tentativa de redenção do clube depois de tempos mais agitados. Entre as escolhas agora “secundárias” encontra-se João Félix e foi o português que acabou por tornar-se decisivo em mais um triunfo dos blaugrana no Campeonato na deslocação a Cádiz.

Quanto mais lhe batem, mais têm de gostar dele: João Félix volta aos golos e inicia “passeio” do Barcelona em Madrid

Com apenas três titulares em relação ao onze que jogou no Parque dos Príncipes (Ter Stegen, Pau Cubarsí e Sergi Roberto), o avançado português foi titular quase um mês depois do triunfo no Metropolitano contra o Atl. Madrid e alinhou no ataque com Ferran Torres e Vítor Roque, marcando o único golo do encontro na primeira parte com um pontapé de bicicleta após canto (36′). Frente a uma equipa que continua a lutar por pontos para fugir à despromoção, Félix não só marcou o segundo golo seguido na Liga como fez do Cádiz a principal “vítima” na La Liga, com um total de seis golos (mais um do que Betis e Athl. Bibao).

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Além de ter sido também eleito o MVP do encontro que deu ao Barça a sexta vitória consecutiva, algo que não tinha conseguido alcançar ainda na presente temporada, o internacional deu também nas vistas por ter visto um jovem adepto nas bancadas com um cartaz que tinha o seu nome e ter feito questão de ir dar a camisola de jogo quando estava a caminho dos balneários. “Com todo o respeito pelo Cádiz, estamos a meio de uma eliminatória dos quartos da Champions com o PSG. É difícil não descomprimir um bocado mas competimos bem. Fizemos um bom jogo num campo que é difícil, sofremos mais do que estávamos à espera porque deveríamos ter controlado melhor a bola mas ficámos satisfeitos com a vitória”, comentou.

“A equipa tem estado a um nível muito bom, sobretudo em termos de profissionalismo. Queríamos vencer para continuar a lutar pela Liga e os jogadores que não têm sido tão regulares têm atuado a um nível muito bom. Se queremos encurtar a distância ao vencer o clássico, era essencial vencer aqui. O João tem muito talento e gosta muito de estar aqui. Fez uma grande partida e marcou um golaço. Trabalha, pressiona, sabe jogar por dentro e por fora. Damos-lhe liberdade para que jogue entrelinhas e explore todo o seu talento”, elogiou também Xavi Hernández, técnico que está de saída do comando técnico do Barcelona.

Com mais um golo, João Félix está cada vez mais próximo de superar a melhor marca pessoal numa época desde que chegou a Espanha em 2019: além de ter mais assistências do que o máximo que tinha feito numa temporada pelo Atl. Madrid (seis, contra cinco em 2020/21 e 2021/22), o português igualou os dez golos que tinha feito em 2020/21 e 2021/22 quando faltam ainda disputar sete encontros da Liga e (pelo menos) mais um na Liga dos Campeões. O avançado já tinha também superado o registo de jogos (37).