Depois do mau tempo e das fortes chuvas que levaram mesmo ao adiamento da partida 24 horas em relação à data inicial, algo que em termos calendário veio adensar ainda mais aquilo que por si já era demasiado denso, o Al Hilal tinha como único objetivo a bonança. No fim, sobrou uma tempestade. E o vendaval que foi sentido sobretudo na primeira parte acabou por abalar as estruturas de um projeto que foi crescendo até ao ponto de chegar ao Guinness Book: sete meses depois, a formação saudita voltou a perder um jogo oficial.

Seis anos depois, voltou a haver chocolate de Jesus: Al Hilal vence Al Ittihad e conquista Supertaça da Arábia

Ainda com Mitrovic de fora por lesão (e a mostrar que é talvez a baixa que mais impacto tem na equipa) e com Bono de fora pelo limite de cinco jogadores estrangeiros que existe na Liga dos Campeões asiática, o Al Hilal teve uma entrada desastrada na partida com o marroquino Soufiane Rahimi, que já tinha sido um dos principais “carrascos” do Al Nassr de Ronaldo e companhia, a fazer um hat-trick na primeira parte com dois dos três golos a surgirem na marcação com sucesso de grandes penalidades (6′, 26′ e 38′).

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Malcolm, no início do segundo tempo, ainda reduziu a desvantagem do Al Hilal (47′) mas Alejandro Romero, mais uma vez de penálti, marcou o 4-1 e travou aquilo que se desenhava como uma possível reação da equipa saudita (56′). Salem Aldawsari ainda fixou o 4-2 final aos 78′, recolocando a formação de Jorge Jesus de novo na luta da eliminatória tendo dois golos para recuperar em Riade, mas o Al Ain, dos EAU, quebrou mesmo esta quarta-feira a maior série de sempre de triunfos consecutivos de uma equipa profissional.

Ao longo dessa série de sete meses, as 34 vitórias seguidas permitiram que o Al Hilal ganhasse um avanço de 12 pontos da Liga saudita, que está praticamente decidida a seu favor, chegasse às meias da Taça e da Liga dos Campeões e ganhasse a Supertaça após vencer o Al Nassr e o Al-Ittihad. Esse sucesso desportivo terá feito com que os dirigentes da formação saudita avançassem com uma proposta de renovação para o técnico português até 2026, uma oferta que já terá sido aceite mas que não teve qualquer confirmação oficial.