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O Hamas publicou um novo vídeo a alegadamente dar prova de vida de um refém. Desta vez, a gravação com cerca de três minutos, mostra Hersh Goldberg-Polin, um refém israelo-americano, de 23 anos.

No vídeo, citado pelo Times of Israel, é possível ver o refém, que aparece sem quase todo o antebraço, a identificar-se e a pedir ao governo israelita para regressar a casa. O vídeo não tem data, mas o refém referiu que está preso em Gaza “há aproximadamente 200 dias”, por isso pode ter sido filmado recentemente.

Hersh Goldberg-Polin foi raptado durante os ataques do Hamas a 7 de outubro, quando se encontrava no festival Supernova, no sul de Israel, onde morreram mais de 250 de jovens e cerca de 100 foram sequestrados e levados para cativeiro.

Recorde-se que uma jovem que estava no bunker durante o ataque do Hamas relatou que o jovem ficou gravemente ferido no braço quando ajudava a lançar granadas, ainda antes de ser levado pelo Hamas.

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“O tempo está a esgotar-se”, dizem famílias

Depois de ser noticiado que o Hamas divulgou um vídeo onde dava prova de vida de um dos reféns [ver entrada das 15h28], o grupo Fórum de Reféns e Famílias Desaparecidas divulgou um comunicado em que afirma que “o tempo está a esgotar-se” para os prisioneiros que continuam em cativeiro.

Citado pela Al Jazeera, o grupo realçou que, “a cada dia que passa, o medo de perder mais vidas inocentes fica mais forte”, pedindo para que os reféns regressem às suas casas.

“Este vídeo angustiante serve como um apelo urgente para tomarmos medidas rápidas e decisivas para resolver esta terrível crise humanitária e garantir o regresso seguro dos nossos entes queridos”, acrescentou.

Depois do vídeo divulgado pelo Hamas, centenas de familiares e apoiantes dos prisioneiros israelitas saíram às ruas numa ação de protesto. Segundo a Al Jazeera, que cita a imprensa israelita, pelo menos duas pessoas foram detidas por incendiarem barris e espalharem latas de lixo pela rua.

A referida fonte acrescenta que os protestantes dirigiram-se para a residência privada do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, enquanto tocavam tambores e gritavam: “É hora de trazê-los para casa.”