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Três soldados ucranianos que participavam numa operação na região de Donetsk, ocupada pela Rússia, foram feitos prisioneiros de guerra após um confronto com tropas de Moscovo perto da aldeia de Rozdolne, na zona oeste da região. Segundo o gabinete da procuradoria-geral da Ucrânia, um dos soldados, que entretanto tinha sido desarmado, terá sido executado a tiro de metralhadora pelas forças russas.
Num comunicado divulgado na página de Facebook da procuradoria, as autoridades informaram “uma investigação pré-julgamento no âmbito de um processo penal” sobre o caso. “Estão a decorrer operações urgentes de investigação e busca para apurar todas as circunstâncias do incidente e identificar os militares russos envolvidos no crime”, acrescentou ainda o gabinete.
Os procuradores dizem ainda que estão investigar se a morte do soldado pode constituir um crime de guerra. “O assassinato de prisioneiros de guerra constitui uma violação grosseira das Convenções de Genebra e é classificado como um grave crime internacional”, lê-se.
O comissário do parlamento ucraniano para os Direitos Humanos (equivalente ao provedor de justiça), Dmytro Lubinets, anunciou na sua conta de Telegram que iria denunciar o caso ao Comité Internacional da Cruz Vermelha e às Nações Unidas, por carta.
ONU denuncia aumento de execuções de prisioneiros de guerra pela Rússia
“Os crimes dos russos têm de ser registados e os seus autores têm de ser levados à justiça! Temos de pressionar a Rússia para que ponha termo à sua política arbitrária de execução de prisioneiros ucranianos!”, criticou Lubinets, acrescentando que “a reação e as ações da comunidade internacional devem ser aqui e agora”.
Em Dezembro do ano passado, reporta o Kyiv Independent, o comissário tinha denunciado que 177 prisioneiros de guerra tinham sido mortos desde o início da guerra. Já a Missão de Monitorização das Nações Unidas, num comunicado emitido em fevereiro, tinha contabilizado 79 mortes de soldados capturados entre agosto de 2024 e aquela altura.
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