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Putin telefonou a Trump a prometer resposta aos ataques a aviões. Depois, ligou ao Papa para falar de paz

Este artigo tem mais de 1 ano

O Presidente russo falou com o homólogo norte-americano e com o Pontíficie sobre os ataques ucranianos dentro da Rússia. O Papa pediu "um gesto que favoreça a paz" ao líder russo.

Russian President Vladimir Putin
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▲Dois telefonemas de Putin a dois líderes para falar sobre a Guerra na Ucrânia

Getty Images

▲Dois telefonemas de Putin a dois líderes para falar sobre a Guerra na Ucrânia

Getty Images

Acompanhe aqui o nosso liveblog sobre a guerra na Ucrânia

Esta quarta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, fez duas chamadas para dois líderes globais: o homólogo dos EUA, Donald Trump, e o Papa Leão XIV. Com ambos falou da guerra na Ucrânia, tendo prometido responder aos ataques às bases aéreas com Trump e agradecido pela disponibilidade de paz ao Papa.

A chamada com Trump, tal como o norte-americano indicou, “foi boa”, mas não levou a uma “paz imediata”. Para além de mencionarem as negociações com Kiev, o telefonema abordou também os ataques ucranianos e que acabaram com a destruição de vários aviões dentro da Rússia.

“Operação Teia de Aranha”. O vídeo do ataque ucraniano a bombardeiros no coração da Rússia

Na rede social Truth Social, o Presidente contou que o russo lhe disse que teria de “responder ao recente ataque às bases aéreas”.

Já o assessor de Putin, Yuri Ushakov, contou que Trump “reafirmou [a Putin] que os norte-americanos não foram informados antecipadamente” de que iriam acontecer.

Ushakov diz que Putin conversou também sobre os ataques que Kiev fez em Bryansk e Kursk antes das negociações em Istambul na segunda-feira. Segundo o assessor, Putin contou que, na perspetiva do Kremlin, são “qualificados como terrorismo na lei internacional”.

Um armazém, camiões e drones. Como a Ucrânia destruiu dezenas de bombardeiros no “Pearl Harbor” russo

“Na nossa opinião, o regime de Kiev degenerou, essencialmente, numa organização terrorista”, acrescentou o assessor, que disse ainda que pretendiam “descarrilar” as negociações de Istambul.

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Papa pediu “gesto de paz” a Putin

Depois de Trump revelar a chamada, o Kremlin informou que o Presidente russo tinha feito outro telefonema: ao chefe da Igreja Católica, o Papa Leão XIV.

No comunicado publicado no site do Kremlin, lê-se que Putin falou também sobre os ataques que considera “terroristas” mas “reiterou o seu interesse em alcançar a paz através de meios políticos e diplomáticos” na conversa com Leão XIV.

No entanto, o líder sublinhou ainda que, para ele, “é necessário eliminar as suas causas profundas” para atingir “uma resolução final, justa e abrangente da crise”.

Já o Papa, no comunicado emitido pelo Vaticano sobre a mesma chamada, apelou “à Rússia para que faça um gesto que favoreça a paz e destacou a importância do diálogo para estabelecer contactos positivos entre as partes e procurar soluções para o conflito”.

“Falou-se da situação humanitária, da necessidade de favorecer a ajuda onde for necessário, dos esforços contínuos para a troca de prisioneiros e do valor do trabalho que o cardeal [Matteo] Zuppi realiza nesse sentido”, acrescentou ainda o Papa.

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