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O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas considerou nesta sexta-feira, à Lusa, que é um insulto o Partido Socialista acusar o Governo de não contactar com os 73 cidadãos portugueses que estão retidos num navio nos Emirados Árabes Unidos.

“São 73 pessoas. Tivemos o nosso embaixador dentro do navio, em Abu Dhabi, durante três horas. (…) Portanto, dizer que nós estamos a ignorar esta situação, eu diria que é um insulto”, declarou à Lusa, por telefone, Emídio Sousa como reação ao comunicado do Partido Socialista (PS) em que acusa o Governo de não contactar diretamente com os cidadãos portugueses e de ter uma ação diplomática que contrasta com a de outras nações.

Na nota de imprensa, o PS tinha afirmado que os cidadãos portugueses não tiveram contacto direto “com nenhum funcionário diplomático/consular, ao contrário do que acontece com os cidadãos de outras nacionalidades, que reúnem regularmente com os seus representantes diplomáticos”.

Emídio Sousa acusou o partido da oposição de querer protagonismo com a situação e frisou que Portugal foi das primeiras nações no mundo a reagir face aos acontecimentos do fim de semana passado, quando uma missão norte-americana e israelita atacou o Irão.

“Portugal e os seus serviços diplomáticos foram provavelmente os primeiros a organizar um voo, há mais de uma semana, com o devido sigilo e recato que uma operação desta dimensão exige”, reforçou o secretário de Estado.

Por fim, indicou que este grupo de portugueses permanece no navio porque não quiseram recorrer aos voos de repatriamento.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, foi nesta sexta-feira questionado, em Espanha, sobre a possibilidade de o Governo português efetuar mais voos de repatriamento e admitiu que os pedidos “estão a aparecer a todo o momento e de vários países da região” do Médio Oriente.

Um avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, em fuga da guerra no Irão aterrou nesta sexta-feira em Lisboa às 10h16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

De madrugada, já tinha aterrado no Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, o avião militar com 39 passageiros.

Notícia atualizada às 17h39 com a resposta do Governo às acusações do PS.

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