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O Irão não tinha plano para atacar a importante instalação petrolífera dos Emirados Árabes Unidos (EAU), adiantou esta segunda-feira a televisão estatal iraniana, citando um oficial militar de alta patente que atribuiu o ataque ao “aventureirismo militar” dos EUA.
“A República Islâmica não tinha qualquer plano para atacar” estas instalações petrolíferas. O que aconteceu é produto do aventureirismo militar americano, cujo objetivo é criar uma passagem para que os navios atravessem ilegalmente os canais proibidos do Estreito de Ormuz”, declarou o oficial militar, que não foi identificado na reportagem televisiva.
O campo petrolífero de Fujairah, um dos poucos acessíveis na região sem passar pelo estreito de Ormuz, foi esta segunda-feira alvo de um drone, que provocou um incêndio, no primeiro dia de uma operação norte-americana destinada a restabelecer o tráfego marítimo nesta via navegável estratégica, que está bloqueada por Teerão desde o início do conflito no Médio Oriente.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ainda que foram alvo de quatro mísseis de cruzeiro “lançados a partir do Irão”, três dos quais “foram intercetados sobre águas territoriais” e “um caiu ao mar”.
“As autoridades norte-americanas devem pôr fim a este comportamento abominável de usar a força no processo diplomático e fazer cessar o aventureirismo militar nesta sensível região petrolífera, que afeta as economias de todos os países do mundo”, acrescentou o responsável militar, segundo a televisão estatal.
Os EAU descreveram estes ataques iranianos como uma “escalada perigosa”, a primeira desde o cessar-fogo entre Teerão e Washington, que pôs fim às represálias iranianas nos países do Golfo após o início, em 28 de fevereiro, de uma ofensiva iraniano-americana no seu território.
Desde o início das hostilidades contra o Irão, iniciadas pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro, Teerão controla esta via navegável estratégica, por onde passa normalmente um quinto do consumo mundial de petróleo.
Cerca de 20 mil marinheiros estão retidos na região, de acordo com um responsável da agência de segurança marítima britânica UKMTO.
Teerão tinha alertado os Estados Unidos contra qualquer tentativa de intervenção no estreito de Ormuz.
“Se pretenderem aproximar-se ou entrar lá, serão alvos de ataques”, advertiu o general Ali Abdullahi, chefe do comando das Forças Armadas.
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