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É uma decisão histórica. Não só pelo arresto das contas bancárias e das participações de Isabel dos Santos nas principais empresas de Angola — como a Unitel ou o Banco de Fomento Angola — mas também por ser a primeira vez que um tribunal judicial responsabiliza diretamente José Eduardo dos Santos pelo alegado favorecimento da sua filha em negócios com o Estado angolano — mais concretamente, no comércio de diamantes. Algo que Isabel dos Santos sempre negou, como o fez na recente entrevista ao Observador.

Na prática, a Justiça angolana acaba por imputar indiretamente ao ex-Presidente da República cumplicidade nos alegados prejuízos de mais de mil milhões de euros que, segundo o Ministério Público, a sua filha mais velha terá provocado ao Estado angolano. Uma imputação que poderá ter implicações criminais, caso a Procuradoria-Geral de República de Angola aprofunde uma investigação formal contra Isabel dos Santos, o seu marido Sindika Dokolo e o gestor português Mário Leite da Silva. E contra José Eduardo dos Santos que, enquanto chefe de Estado, goza de imunidade criminal e cível.

Uma coisa é certa: depois da detenção, acusação e julgamento (que ainda decorre) de José Filomeno dos Santos, outro filho de Eduardo dos Santos, o arresto de bens e contas bancárias de Isabel dos Santos é mais um passo em frente na política de luta contra a corrupção determinada pelo Presidente João Lourenço.

Entrevista a Isabel dos Santos. “Não sei se sou a mulher mais rica de Angola”

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