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Os Ensaios do Observador juntam artigos de análise sobre as áreas mais importantes da sociedade portuguesa. O objetivo é debater — com factos e com números e sem complexos — qual a melhor forma de resolver alguns dos problemas que ameaçam o nosso desenvolvimento.

A Comunicação Social há muitos anos que anda à deriva. Nesta última década, o sector pouco evoluiu, perpetuou-se na crise e, sem a parte correspondente à televisão e à rádio de entretenimento, tornou-se deficitário no seu todo. Nestas circunstâncias é quase (mas só quase, como iremos ver) um mistério como tantas empresas e projectos foram conseguindo sobreviver, alguns perto da ruptura, permanecendo sem grandes mudanças internas ou alterações profundas do seu modelo de negócio.

A já existente fragilidade da Comunicação Social foi ampliada pela pandemia de Covid-19. É certo que esta gerou maior procura pela informação e, portanto, em muitos casos maiores audiências. Mas esse movimento foi acompanhado de uma quebra histórica nas receitas, reflexo da situação dos anunciantes que, perante uma economia parada, optaram por suspender a publicidade aos seus produtos. Num momento em que tanto foi necessária, a Comunicação Social viu novamente a sua sustentabilidade abalada. E, nesse contexto, renovou-se a urgência de debater o seu presente e a sua viabilidade futura.

O estado do sector

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