Depois de anos de avanços e recuos que levaram a uma difícil aprovação da lei, o futuro da despenalização da eutanásia voltou a tornar-se menos claro. Com a lei aprovada, mas não regulamentada — e assim continuará até haver novo Governo em funções — colocam-se novas dúvidas sobre o que o próximo Executivo escolherá fazer, e se quererá finalmente fazer com que a lei saia do papel.

Caso o PS volte a ganhar as eleições, não há dúvidas: apesar de um dos candidatos até ser contra a despenalização, ambos estão comprometidos com a lei que vários partidos (PS, BE, IL e PAN) conseguiram aprovar este ano. Mas se o PSD vencer os próximos passos não serão assim tão claros — sendo certo que o programa eleitoral do partido refletirá a posição dos sociais democratas, que têm defendido que o assunto se deve resolver em referendo e não no Parlamento, sobre o assunto.

No PS, e embora os candidatos tenham posições distintas sobre a questão da eutanásia, há um dado garantido: nenhum dos possíveis futuros líderes irá colocar em causa o que tanto custou ao PS aprovar. A pasta é dada agora como um dossiê fechado, em que ninguém voltará a mexer, a não ser para a regulamentar e pôr em prática.

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