Índice

    Índice

Manoel de Oliveira disse um dia que Os Verdes Anos representava “o paradigma duma modernidade para o cinema português”. Existe, de facto, razoável unanimidade de que o filme de Paulo Rocha, que esta quarta-feira, 29 de novembro, celebra 60 anos desde a estreia original, configura um “antes” e um “depois” na evolução do cinema nacional: um corte com os filmes aprovados pelo Estado Novo e mensagens de apoio ao regime, o princípio de uma era modernista, de rutura e de novas ideias que apontavam para um caminho de liberdade, tanto política como artística.

À semelhança daquilo que acontecia ao mesmo tempo noutros países, quer o filme, quer o Novo Cinema Português, movimento que integrou e ajudou a formar, foram o resultado de um conjunto de fatores que formaram uma “tempestade perfeita” para um momento cultural que veio, nos anos seguintes, a revelar-se altamente influente — e do qual Os Verdes Anos é tido como representante máximo.

Para chegar a este ponto, o filme de Paulo Rocha teve, no entanto, de passar por várias fases de apreciação e reapreciação, até assumir o papel de protagonismo que hoje lhe é atribuído.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.