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A primeira greve geral desde 2013 a juntar UGT e CGTP na contestação ao anteprojeto de alteração às leis laborais acontece esta quinta-feira, 11 de dezembro. Há serviços mínimos em muitos serviços — transportes, saúde, energia — mas vai ser um dia difícil para deslocações. |
O anteprojeto tem várias propostas que merecem já o “não” sindical. A começar pela maior extensão dos contratos a prazo, mas também pelo maior número de situações em que essas situações laborais são enquadráveis como no caso de uma pessoa que nunca tenha tido contrato sem prazo. A polémica inicial manteve-se nas mudanças propostas para o período de amamentação ou na licença de luto gestacional. Mas havia muito mais para digerir no anteprojeto que propunha mudanças em mais de 100 normas. |
Essas propostas estão nas mãos da concertação social, tendo a CGTP, desde logo, distanciando-se das negociações. A UGT que se manteve nas conversações acabou a aderir a greve geral. E assim o país vai para a quinta greve conjunta das duas centrais sindicais. O Observador recuperou as quatro anteriores, que acabam por ter em comum reivindicações em torno de mudanças laborais ou períodos de austeridade. A 28 de março de 1988 Cavaco Silva já em governo maioritário geria a primeira greve conjunta. Aproveitou o dia para visitar empresas. O atual Governo, de Luís Montenegro, manteve toda a sua agenda, inclusive o Conselho de Ministros que decorrerá, como habitualmente, na quinta-feira. O primeiro-ministro tem atirado contra a greve, considerando-a fora de tempo e diz que greve não faz sentido, ainda que vá prometendo (sem o assumir) uma subida futura do salário mínimo nacional (já admite 1.500 ou 1.600). Quanto ao dia de amanhã espera normalidade. |
Mas a normalidade não será conseguida na plenitude. Ainda que muitos setores antecipem impactos reduzidos, o certo é que os transportes estarão a meio gás, tal como as escolas, os hospitais e um conjunto de outros serviços. O Metropolitano de Lisboa está fechado. Não foram decretados serviços mínimos. O tribunal arbitral considerou não apenas que por questões de segurança e integridade física (“em função da acumulação de utentes num espaço fechado e subterrâneo como é o do Metro”) mas também porque a greve de um único dia (24 horas) “não conduz ao isolamento de populações”. Além de que foi divulgada com antecedência, indica ainda o tribunal arbitral. A empresa recorreu, mas o recurso já não chegará a tempo. Haverá, pois, muito constrangimentos. E se não conseguir ir trabalhar por falta de transportes? Saiba que o empregador pode considerar uma falta injustificada. Ainda assim há empresas a permitir teletrabalho (nas situações compatíveis) ou a pagar transportes alternativos. |
Nova oportunidade para trocar equipamentos de gás por elétricos |
Depois de um primeiro programa de apoio à troca de equipamentos de gás por elétricos, o Governo, através do Fundo Ambiental, relança incentivo. O E-Lar reabre amanhã, 11 de dezembro, e terá, desta vez, 60,8 milhões de euros. Um valor que é praticamente o dobro da primeira edição. Porquê? O Observador acabou por descobrir que mais de nove milhões de euros em apoios públicos a esta troca de eletrodomésticos a gás por elétricos ficaram por usar na primeira fase do programa, ou seja um terço dos apoios ficaram por usar. Não obstante ter havido mais de 40 mil candidaturas muitas pessoas acabaram por não usar o seu voucher. |
E o que ficou por usar vai voltar a ser colocado, ou pelo menos tentado. O apoio máximo por beneficiários, no caso de ser abrangido pela tarifa social, é de 1.683 euros (com montagem e instalação incluída) e para os restantes será no máximo de 1.100 euros. As candidaturas abrem amanhã às 10h30 (quase ao mesmo tempo da abertura da bilheteira para os concertos de Rosalía em Lisboa). |
TAP à venda ainda tem ativos para vender |
O prazo para a Parpública aceitar as manifestações de interesse na TAP termina a 12 de dezembro. Lufthansa, IAG e Air France-KLM foram as três companhias europeias a indicar que gostariam de entrar na corrida à transportadora nacional. Enquanto o seu processo de venda (minoritária) decorre, a própria empresa tem ainda de vender a Cateringpor e o handling (Menzies). Luís Rodrigues, presidente da TAP, admite concluir ainda a venda dessas participações — o que ficou estabelecido no plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia — antes da privatização da própria TAP, mas já em 2026. Os dias não andam fáceis para a transportadora. Também sofrerá o impacto da greve geral e recentemente teve de enfrentar, tal como as outras companhias, uma chamada à oficina de vários aviões da família A320. |

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A EMPRESA |
Primeiro foi a Netflix a anunciar o acordo — e a avisar os seus clientes — para comprar a Warner Bros Discovery, o que lhe permitiria juntar à oferta da Netflix a HBO Max. Um negócio de 83 mil milhões de dólares (cerca de 71,1 mil milhões de euros), incluindo a dívida. Ficaria uma junção forte no streaming e na produção cinematográfica, mas a Netflix não queria o negócio dos canais televisivos. Algo que a Paramount também quer. |
Depois de anunciado o acordo entre Netflix e Warner Bros Discovery (WSD), a Paramount avançar para uma oferta hostil para ficar com a WBD e apresentou um cheque maior — 108 mil milhões de dólares. Mas quer tudo. Deixa a oferta para os acionistas decidirem até 8 de janeiro, data em que a oferta expira. |
A Paramount não apenas acena com mais dinheiro como tem nomes sonantes envolvidos. Para começar David Ellison, o filho do multimilionário dono da Oracle (Larry Ellison), que gere a Paramount, mas também o genro de Donald Trump, Jared Kushner. E Donald Trump terá uma palavra, ainda que indireta, a dizer. Para já a palavra pela qual se aguarda é a da Warner Bros Discovery que tem de ser pronunciar sobre a oferta da Paramount até 22 de dezembro. |
Se esta operação começou por ser um filme, pode bem passar a série e de várias temporadas. Tudo porque a centenária Warner Bros tem os seus encantos. |
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