Os recursos humanos, as nossas pessoas, são o maior ativo que Portugal tem. São a força motriz que todos os dias contribui para o desenvolvimento económico do país e, por conseguinte, para a criação de mais emprego. Mas quantas vezes nos referimos ao distanciamento entre as competências dos profissionais e as necessidades das entidades empregadoras?

A formação é, sem sombra de dúvidas, a chave que anula a discrepância entre a qualidade da procura e a da oferta, quando o perfil de colaborador se pretende cada vez mais especializado e com maiores competências técnicas. Se, por um lado, os cursos lecionados devem estar cada vez mais adaptados ao mercado real e com o devido contributo das empresas, por outro, é premente que estas continuem a apostar na formação dos seus colaboradores.

O setor da distribuição, que só nos últimos dois anos investiu 28 milhões de euros em formação profissional, um valor acima da média dos últimos cinco, é um claro exemplo de sucesso da aposta na formação dos colaboradores.

Assim o fez e continua a fazer porque é urgente fechar o gap entre competências e necessidades para acelerar de forma concreta a adaptabilidades dos recursos em benefício da sustentabilidade e competitividades futuras. Assim o fez e continua a fazer porque acredita que o retorno deste investimento responde às exigências dos consumidores, dos portugueses.

Sem sombra de dúvida que o talento dos seus recursos humanos é o bem mais precioso que as empresas têm. E por esse mesmo motivo é crucial promover a qualidade das condições laborais e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, mesmo em tempos de conjuntura económica menos favorável, o que exige mais esforço e compromisso das empresas.

As empresas que criam condições para gerar um maior equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal conseguem um maior compromisso por parte dos colaboradores e isso também permite reter o talento de profissionais que têm um bom desempenho das suas funções. Os vários benefícios e a igualdade de oportunidades que as empresas proporcionam aos seus colaboradores fortalecem o seu sentimento de pertença, o otimismo e bem-estar global. Todos ganham. As empresas, os colaboradores, as famílias, os portugueses e o País.

Este é um ciclo que funciona e que deve continuar a ser promovido. Por todos e para todos.

Ana Isabel Trigo Morais é diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED)