The war is open!

Aí está. O vírus chegou. É um Rei-Vírus, de modo algum um reizinho. Ainda por cima já veio coroado, sem cerimónia de coroação. Chegou e empurrou para lá os seus primos, SIDA, hepatite C, hepatite B, gripe A, influenza, constipação, papiloma vírus. Chegou o Coronavírus, e a COVID-19, muito mais mortal que a dita vulgar gripe, para alguns a gripezinha.

É um criminoso perfeito. Infinitesimamente mais pequeno que a diminuta ponta de uma esferográfica, com a primeira pandemia do século e um Portugal em Emergência Nacional. Um sufoco!

Mas quem é este “Inimigo Público Número Um “. Uma catástrofe, um vírus perfeito. Não vejo nem um tsunami, nem bombardeamento aéreo, nem acidente nuclear, nem terramoto. Ainda por cima têm estado dias tão bonitos, tanto sol.

O inimigo perfeito está por aí, quase sempre silencioso, iludindo os sentidos do Homem tecnológico e perfeito: não se vê, não se ouve, não se cheira, não tem gosto, não pica nem dói quando nos toca, não provoca manchas na pela. Para um Homem bem visível e exposto O vírus invisível.

E o que tem ele a ver com o Aparelho Digestivo? Sabe-se que está presente nas fezes, daí a hipótese de transmissão. Lavem as mãos. Por outro lado, os sintomas do aparelho digestivo podem estar presentes quando a doença se manifesta: falta de apetite, enjoos, diarreia, dor abdominal. Pode simular uma vulgar gastrenterite.

Por outro lado, muitos dos doentes seguidos pelos gastrenterologistas poderão estar em risco: pessoas com cancro, com doenças avançadas do fígado (cirrose), outros a fazer medicamentos que diminuem as defesas (doença de Crohn, colite ulcerosa).

Dado o elevadíssimo risco de contágio e de contaminação mortal os exames endoscópicos (endoscopias, colonoscopias) foram reduzidos ao mínimo indispensável. À semelhança das companhias de aviação que têm os aviões parados. A estratégia é no entanto não deixar de acudir aos casos urgentes e aqueles com doenças oncológicas. Isto para proteção da comunidade.

O Coroado não é feio, nem porco, mas mau, muito mau. Basta respirar. Nem sexo, nem consumo de drogas, apenas respirar. E no fim, ao longo de algum tempo, para alguns um caminho directo para um aparelho chamado ventilador.

E agora? Chegou, viu e venceu em 200 países. Em Portugal, o número de mortes ronda a fria taxa de 14 por milhão, já no grupo dos COV15, aquelas com as taxas mais elevadas do Mundo. E a procissão ainda vai no adro, como diriam os meus Avós. Por sinal são os avôs aqueles que têm risco mais elevado de chegarem ao fim, ligados a um ventilador. Ou não… O vírus é mundial e Universal, atinge todas as idades.

A batalha será dura e prolongada. O exército veste bata branca, azul ou verde, trabalha 25 horas sem sol, dia ou noite. As armas são os tais ventiladores, o saber, a resiliência, a capacidade de sofrer, de não ter medo. Uma das características desta batalha é que os guerreiros facilmente passam a ser parceiros de combate daqueles de quem cuidam sucumbindo também aos efeitos do vírus.

Quando vem a cura milagrosa? Não vem. E a vacina? Não vem. Para já.

A melhor “cura” é a prevenção. Fingir de morto. Vão para casa, desapareçam da nossa vista, isolem-se em casa. E testar, testar, testar, sempre e agora, desde já. Assim será mais rápido.

A economia poderá recuperar um dia, a morte não tem recuperação, nunca mais.

The war is not over

So we’re going to take the pain in the economic dimension — huge pain — in order to minimize the pain in the diseases-and-death dimension.”
Bill Gates