Na minha infância, aquilo de que eu mais gostava na escola era o recreio. O que via, o que descobria, as invenções que fazia, as brincadeiras, as experiências, a exploração da Natureza! Se gostava das aulas? Nem sempre. Eram horas intermináveis de tabuadas, cópias e conversões. A minha letra nunca era suficientemente boa e escrever 20 vezes cada palavra errada tornava-se um verdadeiro tormento.

Depois, surpreendentemente, tornei-me professora.

Podia pensar-se que escolhi a profissão levada por um desejo masoquista ou até sede de vingança, mas não. A verdade é que fui levada pela minha paixão pelos recreios! As competências que aprendi nos intervalos ainda hoje me acompanham. Foi pelo tempo passado no recreio e pela experimentação que cheguei à biologia, à matemática, à escrita.

Talvez, por isso, tente trazer os recreios para dentro da sala e comece logo pelos elementos da Natureza: uso-o como mote para explorações, aventuras, jogos e brincadeiras com os meus alunos. Depressa percebi que a fusão da Ciência com a Criatividade tem uma influência extremamente positiva em todos eles. O resultado? Alunos mais motivados. Aqueles que, normalmente, se deparam com dificuldades nos modelos formais de ensino encontram aqui um caminho novo e apaixonante. Ao longo do tempo apercebem-se de que são capazes de aprender mais do que julgavam, de ultrapassar dificuldades e de se envolver com os conteúdos em estudo.

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