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Loulé. Descobertas ossadas de uma super-salamandra

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Tinham qualquer coisa como dois metros e faziam frente a dinossauros nos lagos e rios. Este grupo de salamandras gigantes desapareceu há 201 milhões de anos, quando começou a cisão de Pangeia.

Chamaram-lhe Metoposaurus algarvensis e viveu há 200 milhões de anos

Steve Brusatte/Richard Butler/Octavio Mateus/Seb Steyer - Universidade de Edimburgo

Autor
  • Hugo Tavares da Silva

Antes de os dinossauros reinarem, houve uma criatura que metia muito respeitinho nos lagos e rios. Era uma espécie de super-salamandra, com uns toques de crocodilo, com uma boca que mais parecia uma retrete, tal era o desenho plano e a forma como abria. Esta espécie, que presenciou o surgimento dos dinossauros, viveu há mais de 200 milhões de anos. Agora, uma equipa de investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriu ossadas da espécie Metoposaurus algarvensis… em Loulé, no Algarve, conta o Telegraph.

Esta espécie foi descoberta numa zona que corresponderia a um antigo lago, já seco, depois de uma escavação. Estes anfíbios tinham qualquer coisa como dois metros de comprimento e viviam como os crocodilos vivem hoje, alimentando-se maioritariamente de peixe. Ver aqui mais algumas fotografias.

Este novo anfíbio mais parece saído de um mau filme de monstros. Era do comprimento de um pequeno carro e tinha centenas de dentes afiados na sua plana boca, que parece uma retrete quando o maxilar se fecha”, descreve ao Telegraph Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo.

E continuou: “A maioria dos anfíbios modernos é muito pequena e inofensiva. Mas no [período] Triássico estes predadores tornavam os lagos e rios sítios muito assustadores para se estar.”

A espécie agora descoberta, que os investigadores dizem ser um parente afastado das atuais salamandras, sendo muito grande a diversidade geográfica registada. Este é o primeiro anfíbio deste período descoberto na Península Ibérica. As escavações e investigações continuarão.

Segundo o artigo do Telegraph, os elementos deste grupo de salamandras gigantes desapareceram há 201 milhões de anos, altura em que coincide com o fim do Período Triássico, que marca também o início da cisão de Pangeia, o super-continente que então juntava todos os continentes.

O estudo da Universidade de Edimburgo foi publicado no Journal of Vertebrate Paleontology. Ver aqui.

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