Violência Doméstica

Isto não é um catálogo de móveis. É um catálogo de violência

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À primeira vista parece um catálogo de móveis para a casa, mas é a nova campanha da APAV com números de 2014 sobre a violência praticada nos lares. O objetivo é alertar para a proximidade do problema.

"O lar é um espaço de serenidade, de amor, mas muitas vezes também pode ser um espaço de extrema violência", refere João Lázaro.

Campanha APAV

Autor
  • Catarina Marques Rodrigues

Sofás para a sala, conjuntos de facas para a cozinha, camas para o quarto ou escovas de dentes para a casa de banho. Este conjunto de produtos não faz parte de um catálogo para mobilar a casa. Desta vez, os pormenores de uma casa foram usados para lembrar estatísticas que resultam da violência praticada nos lares em 2014.

A campanha da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) foi lançada na passada quinta-feira e vai chegar a quase cinco mil lares na área metropolitana de Lisboa, por correio, precisamente em forma de catálogo. As histórias que lá estão dentro retratam uma realidade gritante. “O lar é um espaço de serenidade, de amor, mas muitas vezes também pode ser um espaço de extrema violência”, refere João Lázaro, presidente da APAV, ao Observador.

No ano passado 48 pessoas morreram no âmbito da violência doméstica no nosso país, entre as quais estão 43 mulheres.

Sob o mote “Os números neste catálogo precisam de diminuir até 2016”, a ideia desenvolvida pela agência FCB Lisboa centra-se nos espaços comuns de uma família para alertar para a proximidade do problema. O objetivo é “realçar as características da violência escondida entre as quatro paredes”, mesmo que de fora essa violência não seja evidente, reforça o presidente da APAV. A campanha pode ser vista na íntegra aqui.

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Campanha da APAV

A instituição comemora 25 anos em junho e esta campanha inscreve-se num dos objetivos da APAV — contribuir para a sensibilização. João Lázaro está otimista: “esta intolerância social à violência doméstica começou a fazer parte da agenda de cada um e da agenda da comunidade”. Porque afinal, como o presidente da instituição afirma, “uma campanha não resolve nada em si, mas contribui para haver uma consciencialização social”.

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