Polícia

Caso Maddie MacCann. Polícia prestes a fechar investigação. Resta uma linha de inquérito

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Fonte da polícia inglesa acredita em culpa de rapto e aponta três suspeitos, uma tese já avançada em 2014. PJ acredita que esses três homens não são suspeitos. Mas há uma linha de inquérito a apurar.

ANTONIO COTRIM/EPA

A tese já vem de 2014. A polícia inglesa acreditava que Madeleine McCann teria sido raptada durante um assalto que não correu como esperado. Na altura, a polícia portuguesa constituiu três homens arguidos: José Carlos da Silva, 30 anos, Ricardo Rodrigues, 24 anos, e Paulo Ribeiro, 53 anos. Fontes da polícia inglesa acreditam que esta tese merece voltar a ser investigada, mas a Polícia Judiciária considera que não há indícios que incriminem os três suspeitos. Sabe-se apenas que a Scotland Yard tem uma linha de investigação para explorar e que deverá ser essa linha a fechar o processo. Desconhece-se, porém, qual é essa tese.

Segundo a tese divulgada há dois anos, um dos suspeitos trabalhava no Ocean Club Resort, onde a família McCann estava instalada. O homem era responsável por conduzir os clientes até aos apartamentos na Praia da Luz. A polícia acredita que o suspeito trabalhava com os restantes dois suspeitos. O grupo terá arrombado o apartamento da família para o assaltar. Quando entrou, ter-se-ão deparado com a menina a dormir e optaram por a levar.

A tese da polícia britânica surgiu depois de terem sido registadas conversas telefónicas suspeitas entre os três homens naquela noite. Além disso, sabe-se que duas semanas antes de o casal McCann e os filhos chegarem ao Ocean Club, dois apartamentos foram assaltados no mesmo resort.

Na altura, a polícia inglesa enviou uma carta rogatória para Portugal a pedir informações sobre os três homens, que foram depois constituídos arguidos. Mas não há indícios de que os três arguidos estão envolvidos no desaparecimento de Maddie, pelo que a polícia portuguesa considera que estes três homens não são suspeitos, apurou o Observador junto de fontes da Polícia Judiciária. A PJ respondeu isso mesmo à polícia inglesa também através de uma carta rogatória, soube ainda o Observador.

No início desta semana, o chefe da Polícia Metropolitana de Londres disse à rádio britânica LBC que os investigadores estão a seguir uma teoria final para o desaparecimento de Madeleine McCann e que a investigação pode ser encerrada em breve.

“Tem havido muito tempo de investigação dispensado neste caso. Uma criança desapareceu, toda a gente quer saber se ela está viva e, se estiver, onde é que ela está (…) Temos de seguir uma investigação em conjunto com Portugal e outros países que estejam envolvidos. Há uma linha de investigação que está a ser seguida e espera-se que se conclua nos próximos meses”, disse Bernard Hogan-Howe. Se não houver provas, a Scotland Yard fechará o caso, disse o mesmo responsável. Resta agora saber de que tese se trata.

Tudo começou em 2007

Madeleine McCann tinha três anos. Estava com os pais e com o irmão e irmã a passar férias na Praia da Luz, no Algarve. A família tinha escolhido o Ocean Club Resort. A 3 de maio de 2007, os pais foram jantar com amigos a um restaurante de tapas. Madeleine e os irmãos gémeos ficaram no apartamento. Só a mais velha desapareceu. Madeleine faria quatro anos a 12 de maio.

O caso terá acontecido assim: o casal estava a jantar no Tapas bar, dentro do próprio Ocean Club. Às 21h, o pai Gerry McCann terá ido verificar os filhos ao apartamento e todos estavam bem. Um amigo terá ido novamente às 21h30. Por volta das 22h, a mãe Kate McCann terá ido ao apartamento e terá encontrado a cama da filha mais velha vazia. Os estores e uma janela estavam abertos. A GNR foi avisada logo a seguir. Começava aí longos meses de buscas e investigações.

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