Banco de Portugal

Dívida pública sobe para 131,6% do PIB em junho

A dívida das administrações públicas, na ótica que conta para Bruxelas, aumentou para os 240.019 milhões de euros em junho. O rácio da dívida sobre o PIB supera o registado em dezembro de 2014.

No Programa de Estabilidade 2016-2020, o Governo comprometeu-se com uma redução da dívida pública para os 124,8% este ano

LUSA

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  • Agência Lusa

A dívida pública subiu para os 131,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre, acima dos 129% registados tanto em março deste ano como no final de 2015, segundo dados do Banco de Portugal divulgados esta segunda-feira.

De acordo com o boletim estatístico de junho do Banco de Portugal, nos primeiros seis meses do ano, a dívida das administrações públicas, na ótica de Maastricht (a que conta para Bruxelas), aumentou para os 240.019 milhões de euros, mais 2.402 milhões de euros do que em março deste ano e mais 8.674 milhões de euros do que em dezembro do ano passado.

Assim, o rácio da dívida sobre o PIB registado no primeiro semestre supera o registado em dezembro de 2014, quando a dívida das administrações públicas atingiu os 130,2%.

Este valor apurado pelo Banco de Portugal coincide com a estimativa avançada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que calculou que a dívida pública em percentagem do PIB subisse para 131,6% no primeiro semestre deste ano.

Na nota mensal sobre a dívida pública de julho, a que a agência Lusa teve acesso, a UTAO estima que a dívida pública no primeiro semestre tenha atingido os 240.100 milhões de euros, um acréscimo de 2.400 milhões em termos mensais e de 8.700 milhões de euros face ao final de 2015.

Já a dívida líquida dos depósitos da administração pública passou dos 219.246 milhões de euros em março (ou 121% do PIB) para os 221.996 milhões de euros no final de junho (ou seja, 121,7% do PIB).

No Programa de Estabilidade 2016-2020, o Governo comprometeu-se com uma redução da dívida pública para os 124,8% este ano, uma meta que está 6,8 pontos percentuais abaixo do que o valor registado na primeira metade do ano.

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