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Natalidade

E nove meses depois, golo de Éder não gerou “baby boom” em Portugal

De acordo com os testes do pezinho, a vitória de Portugal no Euro 2016 não deu ajuda à natalidade, que desceu nos primeiros quatros meses do ano. Falta o INE confirmar a tendência.

Getty Images

A euforia foi grande nas ruas com a vitória de Portugal no Euro 2016 e antecipou-se que podia haver um “baby boom”. Mas, nove meses depois, os primeiros sinais não o confirmam. De acordo com a TSF, no mês em que se completaram nove meses do golo de Éder na final do Euro (abril de 2017) houve uma quebra de 4,8% de crianças que fizeram o teste do pezinho. Há que esperar pelo INE — porque o teste do pezinho não é obrigatório — mas é um indicador importante. Na Islândia, houve mesmo um baby boom em março nove meses depois da vitória do país contra a Inglaterra no europeu de futebol.

Dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, cedidos à TSF, revelam que — por este indicador — os nascimentos estão a ser mais fracos do que em 2016, ano em que os nascimentos subiram. Depois de um ano bom, têm-se registado quebras nas crianças que fazem o teste do pezinho.

Nos primeiros quatro meses do anos, só em março houve uma subida face a 2016 (4,8%), mas aqui ainda é mais complicado fazer uma relação direta com o Euro, não só porque passaram apenas oito meses, mas porque os hospitais, por vezes, demoram algum tempo a registar o teste do pezinho. O ano não estará a ser bom, de acordo com este indicador, já que em janeiro houve uma quebra de 0,2% e em fevereiro de 8,9%.

O teste do pezinho não é obrigatório, pelo que pode sempre haver mais nascimentos do que testes, ou até mesmo o contrário (devido a fatores como a altura da colheita não ser coincidente com o nascimento e a algum atraso no envio pelo correio). Apesar de ser um indicador bastante preciso relativamente à natalidade em Portugal, tendo em conta taxa de cobertura de quase 100% do programa, não é rigoroso entender o teste do pezinho como uma verdade absoluta sobre a natalidade. Ainda assim demonstra uma tendência: nos primeiros quatro meses do ano menos 699 crianças fizeram o teste, o que significa uma quebra de 2,5%.

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