Medicina

Cada vez mais doentes de médicos convencionais referenciados para alternativas e o oposto

A referenciação de doentes por médicos convencionais para profissionais de medicina alternativa, e o oposto, é cada vez mais frequente, apesar das limitações próprias da atual mudança de paradigma.

UCLA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A referenciação de doentes por médicos convencionais para profissionais de medicina alternativa, e o oposto, é cada vez mais frequente, apesar das limitações próprias da atual mudança de paradigma, segundo o diretor-executivo do Instituto Medicina Tradicional (IMT).

Frederico Carvalho falava à Lusa a propósito do III Fórum Internacional de Medicina Tradicional e Complementar que decorre em Lisboa entre sexta-feira e domingo e vai juntar 300 representantes de entidades governamentais, institutos de investigação e desenvolvimento, entidades académicas, associações, câmaras de comércio e empresas do setor da medicina tradicional e da saúde dos países europeus e de língua portuguesa.

O evento junta áreas das medicinas tradicionais e complementares e pretende demonstrar que “são mais as pontes de contacto e os caminhos que se podem traçar juntos”, disse. “Demonstrar as boas práticas, o que é bem feito, quais os caminhos para a integração do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que desafios e contrariedades” são alguns dos objetivos deste encontro.

Segundo Frederico Carvalho, este é um setor que “tem-se afirmado em Portugal ao longo das duas últimas décadas, com especial incidência a partir de 2003, data em que coincide a publicação de legislação específica para o setor com a publicação por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) da Estratégia para a Medicina Tradicional 2003-2007”.

Podemos dizer que, apesar da demora da conclusão do processo legislativo, que ainda se encontra em curso, desde 2003, assistiu-se a uma melhoria evidente na qualidade do ensino, dos serviços prestados à população, dos produtos associados, etc.”, adiantou.

O diretor-executivo do IMT, uma das instituições organizadores do Fórum, sublinha que “este é um setor muitas vezes negligenciado pelos órgãos governamentais competentes”. Ainda assim, prosseguiu, “numa lógica de autorregulação e autossustentação, o setor cresceu e continua a crescer em Portugal, onde um quinto da população portuguesa a ele recorre, segundo dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS)”.

O III Fórum Internacional de Medicina Tradicional e Complementar, que vai decorrer na Universidade de Lisboa, pretende fornecer aos institutos e especialistas do setor, tanto locais como internacionais, uma plataforma de intercâmbio de políticas, técnicas, investigação e desenvolvimento na área da medicina tradicional e complementar.

O objetivo é “continuar a fomentar o desenvolvimento da medicina tradicional e complementar e proporcionar novos modelos de pensamento e fundamentos de investigação à sua aplicação mais abrangente, consolidando, deste modo, uma base para a promoção da aplicação médica da medicina tradicional e complementar e impulsionando o desenvolvimento internacional das técnicas e da indústria da medicina tradicional”.

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