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CEO da Uber escreve guia com recomendações de cariz sexual para empregados

Como reagiria se recebesse um email, vindo do patrão, com o título “Urgente, urgente – leia isto ou então…”, reforçado com a nota “… ou dou-lhe um pontapé no rabo”? Foi o que escreveu Travis Kalanick.

Autor
  • Alfredo Lavrador

A Uber, que nos últimos tempos tem saltado de problema em problema e de processo em processo, que vão desde alegados abusos sexuais a roubo de documentos (relacionados com o desenvolvimento da condução autónoma para automóveis e camiões), volta a ser notícia pelo facto de o seu CEO, Travis Kalanick, ter enviado um guia com orientações de cariz sexual para os seus empregados, via email.

Segundo avança a Recode, o “picante” email do fundador e responsável máximo pela Uber foi enviado em 2013, aos então 400 empregados desta empresa de transportes, nas vésperas de uma festa no Florida’s Shore Club, em Miami, para celebrar o sucesso da companhia, que tinha acabado de conquistar a sua 50ª cidade (hoje já vai nas 570). O documento tornou-se agora público porque dois escritórios de advogados – Perkins Coie e Covington & Burling – estão actualmente a investigar acusações de como a conduta da administração provocou uma atmosfera que levou a práticas de sexismo e de abuso sexual no seio da companhia.

O email enviado por Kalanick, conhecido internamente como Miami Letter, foi reenviado no ano seguinte – a empresa, entretanto, já tinha 1800 empregados –, sem qualquer alteração, continuando em destaque o desejo expresso pelo CEO da Uber: “Have a great fuking time. This is a celebration! We’ve all earned it.”

O documento de Travis Kalanick incluía ainda uma série de informações sobre “o que fazer” e “o que não fazer”, na festa da empresa. Entre os segundos, figurava “não tenha relações sexuais com outro empregado da Uber a menos que: a) essa pessoa tenha acedido ao seu convite com um enfático “yes”; b) os dois ou mais envolvidos no acto sexual não trabalhem sob a mesma hierarquia”.

E, a terminar o conjunto de regras de conduta que os empregados deveriam adoptar, Kalanick concluía que ele, o CEO, em coerência com as próprias indicações que estava a dar, acabava condenado ao celibato: “Yes, that means that Travis will be celibate on this trip.#CEOLife #FML”. Para quem domina menos bem o calão da internet, aqui vai uma explicação para o hashtag “FML” de Kalanick: “fuck my life”.

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