Logo Observador
Migrações

Migrações. Amnistia critica UE por recorrer à Líbia para controlar fluxos

A Amnistia Internacional denunciou que a União Europeia está a fazer uma perigosa evolução na sua política mediterrânica, ao pedir a ajuda da Líbia para reduzir o número de migrantes.

CIRO FUSCO/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Amnistia Internacional denunciou esta quinta-feira que a União Europeia está a fazer uma perigosa evolução na sua política mediterrânica, ao pedir a ajuda da Líbia para reduzir o número de migrantes que procuram alcançar o Velho Continente.

Este grupo de defesa dos direitos humanos sustentou, em relatório divulgado esta quinta-feira, que a estratégia europeia de treinar a guarda costeira líbia para salvar migrantes em embarcações de ocasião é “irrefletida”. A Amnistia entende que ao recorrer à Líbia, um país em estado caótico que está a ser o ponto de partida para a viagem arriscada em direção à Europa, a União Europeia está a colocar migrantes desesperados em risco.

A organização detalhou que enfrentam o risco de morrerem no mar ou sofrerem graves abusos dos seus direitos humanos, quando forem devolvidos à Líbia. O relatório especificou que este ano já morreram maia de dois mil migrantes do Mediterrâneo, enquanto 73.380 conseguiram alcançar a Itália.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Terrorismo

Um homem, um gesto

Laurinda Alves

Fernando Álvarez fez sozinho o minuto de silêncio e humanamente ganhou em toda a linha. Harry Athwal, que permaneceu ajoelhado ao lado do rapazinho, deu um testemunho admirável de coragem e humanidade