ANACOM

Governo desiste de três nomes para equipa da Anacom

Depois do chumbo do Parlamento, é a vez do Governo deixar cair três nomes para a direção do regulador das telecomunicações. Apenas o novo presidente se confirma. Processo reinicia-se em setembro.

A sucessão da equipa de Fátima Barros à frente do regulador das telecomunicações continua por fechar

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O processo de sucessão na liderança da ANACOM, a entidade reguladora das telecomunicações, continua por fechar. Depois do chumbo do Parlamento a três dos nomes propostos – Francisco Cal, Margarida Sá Costa e Dalila Araújo – é a vez do Governo deixar cair os mesmos nomes, avança o jornal Público.

Nesta fase, apenas João Cadete de Matos, que recebeu parecer favorável da Cresap e o voto consensual de todos os grupos parlamentares, se confirma para suceder a Fátima Barros na liderança do regulador, estando prevista a sua nomeação oficial esta quinta-feira, dia 10. O novo presidente, que vem da direção do departamento de estatística do Banco de Portugal, tem pela frente um mandato de seis anos, mas falta-lhe ainda conhecer elementos da sua equipa.

Os três nomes chumbados no Parlamento, apesar de aprovados pela Cresap, estão agora definitivamente de fora: Dalila Araújo (ex-secretária de Estado da Administração Interna de José Sócrates) e Margarida Sá Costa por serem quadros da PT, Francisco Cal por falta de qualificações para o cargo. Uma avaliação defendida também pelas operadoras Nos e Vodafone, que criticam a falta de independência das primeiras e de conhecimento do setor do terceiro nome proposto.

O PS ainda defendeu os nomes de Dalila Araújo e Margarida Sá Costa, enquanto o PCP e o Bloco de Esquerda alinharam com a direita e aprovaram o relatório que emitia parecer negativo às nomeações. Já a indigitação de Francisco Cal (presidente da Estamo, gestora do património imobiliária do Estado) recebeu chumbo do PSD e do CDS, a abstenção do Bloco e o voto positivo do PS e do PCP.

Com esta desistência, o Governo terá agora de reiniciar o processo, escolhendo novos nomes para propor à Cresap. Depois de passarem pela comissão que avalia os dirigentes públicos, os novos candidatos terão de ser ouvidos no Parlamento, que só retomará os trabalhos em Setembro.

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