Paquistão

Bomba mata 15 pessoas em Quetta no sul do Paquistão

Quinze pessoas morreram este sábado depois de um bombista suicida se ter feito explodir perto de um grupo de militares em Quetta, no sul do país. É o último de uma série de ataques terroristas

O ataque deste sábado é apenas o último num verão que se tem revelado sangrento. Dia 25 de julho, 26 pessoas morream

AFP/Getty Images

Uma bomba explodiu este sábado num mercado na cidade paquistanesa de Quetta, matando 15 pessoas. É o mais recente de uma série de ataques na província Baluchistan, no sul do país. O Estado Islâmico (Daesh), que tem alguns grupos dispersos no Paquistão que lhe juraram lealdade, acabou por reivindicar o ataque suicida. Um homem que circulava numa moto terá sido o causador da explosão e morreu, também, no ataque, disseram fontes oficiais paquistanesas à agência de notícias Reuters.

“De acordo com a informação que recebemos até agora, há 15 pessoas mortas e 40 feridas”, disse o governador da província, Sarfraz Bugti. O estado de emergência foi decretado e os hospitais estão em alerta máximo, confirmou ainda o responsável. O chefe da brigada de desativação de bombas da cidade de Quetta disse que o alvo teria sido um veículo militar que, no momento do ataque, se situava próximo do mercado — uma informação confirmada pelo gabinete de imprensa do governo que disse haver, entre os mortos, pelo menos sete civis.

Esta sucessão de ataques no Paquistão — só nos primeiros 12 dias de agosto registaram-se 72 incidentes relacionados com terrorismo que mataram mais de 250 pessoas — pode estar relacionada com a aproximação das celebrações do Dia da Independência do país que, a 15 de agosto de 1947, deixou de integrar o império britânico.

A província de Baluchistan tem uma forte presença de membros separatistas que há várias décadas pressionam o governo central para receberem mais dividendos da venda do gás que é produzido na região. Entre estes, ainda existem talibãs e militantes do Daesh. Em 2016, apenas nesta província morreram 180 pessoas às mãos de vários grupos extremistas.

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