A proposta norte-americana (a resolução foi apresentada na terça-feira) previa impor as “sanções mais severas de sempre” à Coreia do Norte, como explicou o embaixador do Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley. A proposta surgiu logo após o último ensaio nuclear (um teste com uma bomba de hidrogénio; antes a Coreia do Norte já havia lançado um míssil balístico que sobrevoou o Japão) de Pyongyang, o mais potente já realizado pelo regime liderado por Kim Jong Un.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reuniu-se esta segunda-feira, votou e as “severas” sanções foram mesmo aprovadas. Citado pelo Washington Post, o Embaixador francês (a França é a par dos Estados Unidos, Reino Unido, Rússia e China um dos cinco membros permanentes com direito de veto no Conselho) nas Nações Unidas, François Delattre, confirmou-o, acrescentando: “Quanto mais fortes as sanções impostas à Coreia do Norte, mais forte é a nossa mão na promoção de uma solução política”.

A proposta norte-americana previa a proibição de todas as importações de petróleo e todas as exportações de têxteis. Mais: visava impedir os norte-coreanos de trabalhar no estrangeiro, bem como o congelamento de todos os ativos financeiros estrangeiros do governo e do seu líder, Kim Jong Un.

A Rússia e a China, temendo que as sanções propostas representassem um afluxo de refugiados norte-coreanos nos respetivos países, procuravam uma resolução mais centrada no diálogo, propondo que a Coreia do Norte suspendesse os seus testes nucleares… se os Estados Unidos e a Coreia do Sul suspendessem também os seus exercícios militares conjuntos. A administração Trump rejeitou prontamente esta proposta.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou no domingo que é preciso “manter a todo o custo a unidade” do Conselho de Segurança por este ser “o único instrumento que pode conduzir a uma iniciativa diplomática com hipóteses de sucesso”.

Ao Washington Post, fonte da administração Trump próxima das negociações confirmou que depois da aprovação da resolução esta segunda-feira, “90% das exportações da Coreira do Norte estão cobertas por sanções”.

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