ASAE

Inspetores da ASAE realizam greve e concentração em Lisboa na segunda-feira

Os trabalhadores da ASAE mantêm a greve e anunciam uma concentração junto ao Ministério das Finanças que, alegam, não respondeu às suas reivindicações.

Os inspetores exigem tratamento igualitário aos restantes agentes de polícia criminal

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Os trabalhadores da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) realizam na segunda-feira uma greve pela valorização do estatuto de carreira dos inspetores, entre outras reivindicações, estando ainda prevista um concentração junto ao Ministério das Finanças.

Pedro Miguel Antunes, presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais da ASAE, disse esta sexta-feira que a greve se mantém face à ausência de qualquer resposta do Ministério das Finanças às pretensões dos trabalhadores da ASAE e que, na segunda-feira, haverá uma concentração (11:00) diante daquele ministério.

Além da valorização da carreira, os inspetores da ASAE exigem um regime de horário de trabalho que reconheça o caráter de disponibilidade permanente e o reconhecimento e devida proteção dos riscos associados às funções.

Um procedimento justo na transição para a carreira especial de inspeção, melhores condições de aposentação e tratamento igualitário aos restantes inspetores dos órgãos de polícia criminal são outras das questões que os trabalhadores da ASAE querem ver resolvidas e que motivaram a greve.

Em comunicado, a Associação Sindical dos Funcionários da ASAE, outra das estruturas que convocou o protesto, salientou que não aceita “as regras de transição para uma carreira única que o Governo propõe, na medida em que são injustas e segregadoras, não integrando 60% do atual corpo inspetivo, ainda que lhes abrindo a porta a um futuro ingresso por concurso”.

Os inspetores da ASAE dizem ainda que “rejeitam um regime de horário de trabalho pouco claro, que permitirá interpretações arbitrárias e danosas para os trabalhadores, o qual não encontra paralelo nos regimes de horário estabelecidos na Lei de Trabalho em Funções Públicas ou em regimes específicos instituídos por lei especial”.

Os inspetores da ASAE não aceitam também que a tabela remuneratória apresentada pelo Governo “não possa ser negociada”, pois a mesma representa “um retrocesso e encerra uma desvalorização face à tabela prevista para a atual carreira de inspeção superior da ASAE que já remonta a 2001”.

Os representantes sindicais alegam que manifestaram sempre a vontade em resolver este conflito à mesa das negociações, mas que a falta de resposta do Governo não permitiu outra alternativa que não a greve.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site