Cabo Verde

Governo de Cabo Verde dá aval para empréstimo de 13,5 milhões de euros à TACV

O Governo cabo-verdiano autorizou a companhia aérea TACV a contrair um empréstimo de 13,5 milhões de euros para fazer face à "situação económico-financeira desfavorável" que a empresa atravessa.

ANTONIO COTRIM/LUSA

O Governo cabo-verdiano autorizou, através de um aval do Estado, a companhia aérea TACV a contrair um empréstimo de 13,5 milhões de euros para fazer face à “situação económico-financeira desfavorável” que a empresa atravessa.

De acordo com uma resolução, publicada no boletim oficial, “tendo em conta a situação económico-financeira que a empresa apresenta, precisa de recorrer a cofinanciamento bancário […] no valor de 13, 5 milhões de euros”.

O empréstimo será contraído junto dos bancos Privado Internacional, de Negócios Internacional e de Negócios Internacional Europa.

O Estado de Cabo Verde, enquanto acionista único da empresa, aprovou um aval para garantir o empréstimo, que terá a duração prevista de 24 meses prorrogáveis por igual período.

Em julho, o Governo cabo-verdiano tinha já autorizado a TACV a contrair um outro empréstimo bancário de 1,7 milhões de euros junto do Banco Privado Internacional.

A companhia aérea pública cabo-verdiana está em processo de reestruturação com vista à sua privatização, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão da empresa pelo período de um ano.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a empresa assegura agora apenas as ligações internacionais depois de o Governo ter negociado com a Binter Cabo Verde o exclusivo das ligações no mercado doméstico, empresa na qual entrou com 49% do capital.

A TACV tem ligações aéreas regulares para a Europa, Brasil e Estados Unidos, mas durante o verão a empresa foi forçada a cancelar a quase totalidade dos voos devido a uma avaria no seu único avião, tendo que recorrer a outras companhias para reencaminhar os passageiros.

O presidente do Conselho de Administração da empresa, José Luís Sá Nogueira, adiantou na altura que os prejuízos provocados pela avaria do aparelho ascendiam a dois milhões de euros.

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