Mundial 2018

A dissertação do mestre Chiellini antes do playoff: “O ‘Guardiolismo’ arruinou os defesas italianos”

Entramos esta quinta-feira no final da qualificação para o Campeonato do Mundo da Rússia e ainda há 20 seleções na luta pelas nove vagas em falta, entre as quais a tetracampeã Itália de Chiellini.

Chiellini não guarda boas recordações do último Mundial: foi mordido por Luís Suárez a meio do Itália-Uruguai

AFP/Getty Images

Giorgio Chiellini é um dos mais experientes defesas da seleção italiana, já foi finalista vencido do Europeu (2012) e terminou uma Taça das Confederações no pódio (2013). Amanhã, sexta-feira, jogará o primeiro encontro do playoff de qualificação da zona europeia na Suécia, tendo em vista a terceira participação num Mundial, prova onde ficou marcado em 2014 pelo episódio da mordidela de Suárez na “batalha” com o Uruguai.

O experiente defesa da Juventus é uma das figuras mais respeitadas no futebol transalpino, não só pela formação académica que foi fazendo enquanto jogava (bacharelato em Economia, mestrado em Gestão de Empresas) mas também pelo perfil de líder que sempre demonstrou. Fugindo à polémica mas com opiniões vincadas, voltou a destacar-se pela forma como dissertou sobre a má influência do sistema de jogo enraizado por Pep Guardiola nos defesas italianos (que tanta tradição sempre tiveram).

O ‘Guardiolismo’ arruinou os defesas italianos. Agora todos os defesas sabem como organizar-se, mas não sabem como marcar um avançado. Quando era mais jovem, treinava para ‘sentir o homem’, marcando bem na área. Agora isso não existe, deixam os avançado livres. É uma pena que se perda a essência de uma escola porque apesar de precisarmos de talentos, devíamos manter algumas coisas. Nunca poderemos fazer o tiki-taka, isso não faz parte do nosso ADN”, salientou numa entrevista ao Tuttosport.

Com melhor ou pior qualidade dos defesas, a verdade é que a Itália, quatro vezes campeã mundial, não tem margem de erro diante dos suecos, que ficaram fora do Mundial de 2014 ao serem afastados no playoff com… Portugal. A segunda mão, que se joga em San Siro (Milão), disputa-se depois no dia 13, segunda-feira.

Modric é uma das principais figuras da Croácia que defronta esta quinta-feira a Grécia (Mike Hewitt/Getty Images)

Ainda na zona europeia, existem mais seis candidatos a três vagas: esta quinta-feira, a Irlanda do Norte vai defrontar a Suíça, ao passo que a Croácia recebe a Grécia (a segunda mão joga-se no domingo, dia 12); no sábado, a Dinamarca joga com a Rep. Irlanda, estando o segundo encontro marcado para dia 14, terça-feira.

Se na Europa há oito candidatos para quatro vagas, nos playoffs intercontinentais há quatro aspirantes da Ásia, da América do Sul, da América do Norte e Caraíbas e da Oceânia para apenas duas posições: as Honduras recebem a Austrália esta sexta-feira, enquanto a Nova Zelândia joga a primeira partida na condição de visitada com o Peru no sábado. Os encontros da segunda mão disputam-se no dia 15, quarta-feira.

Aos 37 anos, Tim Cahill é a grande referência da Austrália e luta pelo quarto Mundial seguido (SAEED KHAN/AFP/Getty Images)

Por fim, e na qualificação africana, há também oito candidatos mas em moldes distintos (estamos ainda na última jornada da fase de grupos): no grupo A, a Tunísia precisa apenas de um ponto na receção à Líbia para carimbar o primeiro lugar, ficando a Rep. Congo (joga com a Guiné) à espera de um deslize para saltar ainda para o topo da classificação; no grupo C, a Costa do Marfim recebe Marrocos e quem ganhar vai ao Mundial (o empate beneficia os visitantes); no grupo D, o Senegal desloca-se à África do Sul num jogo que teve de ser repetido e garante o primeiro posto em caso de vitória pois, caso contrário, tudo estará em aberto na última jornada com o Senegal-África do Sul e Burquina Faso-Cabo Verde (todas as quatro formações terão hipóteses de passar).

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