Pedro Passos Coelho

Passos recusa falar sobre futuro do PSD e diz que não é comentador

144

Durante uma conferência na Universidade de Coimbra, o ainda líder do PSD recusou especular o futuro dos sociais-democratas. Pedro Passos Coelho afirmou que "não é comentador".

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O ainda presidente do PSD recusou esta segunda-feira falar sobre o futuro do partido e a nova liderança de Rui Rio, alegando que não é comentador e criticou a “gente tonta” que faz considerações sobre tudo o que pensa.

Questionado esta segunda-feira por um aluno da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), no período de debate de uma conferência sobre o Orçamento do Estado de 2018, sobre a proximidade de Rui Rio à esquerda e o futuro do PSD na oposição ao Governo socialista, Passos Coelho deixou sem resposta a plateia de cerca de 300 alunos universitários.

“Não é porque eu não pudesse fazer comentários, mas eu não sou comentador. As pessoas pensam, evidentemente, mas não são obrigadas a dizer tudo o que pensam, senão nós assemelhávamo-nos a gente tonta que, em todas as circunstâncias, resolvia fazer considerações sobre todas as coisas que pensam”, afirmou Passos Coelho.

“O que eu penso sobre o que se passou nestas eleições do PSD, sobre a estratégia que vai ser seguida, sobre o que o doutor Rui Rio vai fazer ou não vai fazer é, por agora e por muito tempo, uma matéria que só a mim me diz respeito”, argumentou.

Passos Coelho lembrou que presidiu ao PSD durante oito anos e frisou que a “última coisa” que gostava de fazer era completar o mandato a fazer comentários sobre o futuro do partido.

“Foi um futuro a que eu não concorri”, sustentou Passos Coelho.

No entanto, o presidente dos sociais-democratas, que deixa a liderança no próximo fim de semana, revelou “muita confiança” em que o PSD desempenhe um papel “muito relevante” no espetro político e partidário português, manifestando-se seguro de que o partido “terá um papel decisivo no futuro”.

“Tenho a certeza de que toda a gente estará imbuída no melhor espírito para que o seu mandato seja bem sucedido. Porque o partido é de todos nós e a esmagadora maioria das pessoas que eu conheço dentro do meu partido só querem o bem ao seu país e querem que as coisas possam correr o melhor possível para futuro”, declarou Passos Coelho.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site