Uma app para divórcios ou um teste de gravidez de bambu. 10 boas ideias que vimos na Web Summit

10 Novembro 2017222

Percorremos os pavilhões da FIL em busca das melhores ideias da Web Summit. Há uma app para ajudar em divórcios difíceis, um chuveiro inteligente e forma de arranjar quem faça o que não nos apetece.

Um semáforo francês no duche para poupar água

“É o primeiro chuveiro inteligente do mundo”, garante-nos o francês Eric Burkel, fundador da Hydrao, que desenvolveu um chuveiro que muda de cor consoante o gasto de água. “O conceito é conseguir, através de uma sequência de luzes que vai do verde para o vermelho — como um semáforo –, informar o utilizador em tempo real da quantidade de água que está a usar”, sublinha o empresário. Quando chega ao vermelho, “é hora de sair do chuveiro”, mas a água não é desligada. “É uma ferramenta baseada no comportamento, na educação”, explica Burkel.

Apesar de estar cheio de pequenas luzes, o chuveiro não precisa de pilha. “A própria água dá energia às turbinas, que alimentam sequência de luzes e também a ligação bluetooth ao telemóvel”, destaca o fundador da empresa. Isto porque, apesar de não ser necessário ter a aplicação da Hydrao — “qualquer pessoa, até uma pessoa de idade, pode usar o chuveiro sem ter um smartphone” –, dá jeito se quisermos escolher os tempos de limite, definir os valores do preço da água no nosso município e ter acesso a um relatório completo no final de cada duche.

A aplicação da Hydrao mostra os gastos com a água dos duches

A app diz aos utilizadores a quantidade de água que gasta em tempo real e também analisa padrões de poupança de água, sublinha Eric Burkel, que já conseguiu colocar o produto à venda em Singapura, mas que quer agora encontrar financiamento para expandir o projeto a mais países do mundo. “Acho que é uma ideia que pode ser muito útil e, ao mesmo tempo, muito fácil de utilizar e pode ajudar muita gente”, remata Burkel.

Tecnologia árabe para arrancar dentes sem dores

Já teve de arrancar um dente? Pode ser uma experiência dolorosa, quando feito pelos métodos tradicionais. Mas a invenção de Wafa Alblooshi, dos Emirados Árabes Unidos, promete mudar isso. Alblooshi criou, ao abrigo do projeto governamental de incentivo à inovação Takamul, um instrumento médico alternativo aos equipamentos tradicionais dos dentistas e que atua de forma menos dolorosa. “Porque não estamos a mexer no osso”, explica a engenheira, sublinhando que “o equipamento é também mais rápido porque intervém apenas na área onde o dente contacta com o osso, fazendo-o sair mais facilmente”.

Wafa Alblooshi, à direita, com Abdulla Alshehhi, outro dos empreendedores a representar os Emirados Árabes Unidos na Web Summit

Alblooshi destaca também a maior segurança desta técnica, que evita a introdução de equipamento adicional na boca do paciente, e que nem necessita da introdução das mãos do médico. “Salvaguardamos outras áreas da boca que habitualmente ficam muito expostas a complicações secundárias, como outros dentes, as bochechas ou a língua”, garante a criadora do projeto. O instrumento desenvolvido no âmbito do Takamul tem ainda a vantagem de poder atuar em todos os dentes da mesma forma — nas técnicas tradicionais é necessário tratar cada dente de maneira distinta.

Na Web Summit, Wafa Alblooshi procurou sobretudo investidores que permitam expandir o produto “a nível global”. Isto porque o protótipo, que não pudemos ver no evento em Lisboa, já está em aplicação nos Emirados Árabes Unidos — o desenvolvimento inicial foi inclusivamente apoiado pelo governo do país árabe, mas agora tudo depende de novos investidores que queiram apostar na ideia. Falta também a patente, pelo que o projeto ainda está numa fase de pouca divulgação e tentativa de angariação de investimento. Tudo o que for para reduzir as dores nos procedimentos médicos inevitáveis parece boa ideia.

O teste de gravidez em bambu que vem da Dinamarca

A tecnologia não é espetacularmente inovadora, como reconhece o próprio fundador da dinamarquesa Natural Diagnostics. “Talvez um teste de gravidez não seja a grande tecnologia aqui na Web Summit”, diz Anders Okholm entre risos. É, sobretudo, uma questão de ecologia. “Este teste de gravidez é diferente dos testes convencionais porque tem 85% menos plástico. A cápsula é feita de bambu. De resto funciona como qualquer outro teste de gravidez. Urina-se aqui e vê-se o resultado aqui”, explica Okholm ao Observador.

Anders Okholm com o teste de gravidez em bambu

“O sistema é igual, é a mesma tecnologia, mas queremos produzi-los de forma mais ecológico. Estamos a começar a produção e esperamos começar a vender no próximo ano”, revela o empresário. Em Lisboa, Okholm está sobretudo por causa da “grande experiência” que é estar na Web Summit. “Estou a ter muita inspiração com todas as conferências”, sublinha. O projeto, financiado no arranque pelo Fundo de Inovação da Dinamarca, continua à procura de novos investidores que permitam expandir a produção para outros países.

Uma app dinamarquesa para ajudar nos divórcios difíceis

Também da Dinamarca vem mais uma ideia (muito) fora da caixa: uma aplicação para ajudar os ex-casais a diminuírem os conflitos próprios do divórcio. Mas não os conflitos legais. “Esses ficam resolvidos logo com os papéis do divórcio, mas há muitos outros assuntos nos quais ninguém pensa logo à partida, mas que podem correr mal”, garante Thomas Jensen, um dos membros da equipa da Teamwork Family. O stand da empresa dinamarquesa dava nas vistas: um “noivo” e uma “noiva”, ao lado de um grande bolo de noiva, tiravam fotografias com quem ali passava.

Jensen explica o objetivo da Teamwork Family: uma plataforma onde os recém-divorciados podem gerir os conflitos que vão emergindo após o divórcio. “Por exemplo, na divisão do tempo que passamos com os filhos. Podemos dividir esse tempo 50-50. Isso pode funcionar na maioria dos anos, um fica com os filhos na semanas ímpar, outro nas semanas par. Mas depois há anos que têm apenas 53 semanas. Há um que fica com os filhos duas semanas seguidas? Isto é só um exemplo, mas habitualmente é assim que os conflitos nos divórcios começam. Com alguma coisa que não tinha sido prevista”, sublinha o empresário.

Thomas Jensen e os outros dois fundadores da Teamwork Family, vestidos de noivos na Web Summit

“O que nós fazemos é planear com antecipação. O casal regista-se na plataforma e responde a um questionário de cerca de 180 questões — talvez sejam mais no futuro — e depois tem um calendário onde são incluídos todos os compromissos, que é automaticamente ajustado para ser o mais justo possível. Além disto, a aplicação também sugere a melhor prática caso os dois não consigam chegar a acordo em algum assunto. Sugere aquela que seria, objetivamente, a melhor forma de fazer as coisas. No fim, mostra também uma tabela com o número de dias que cada filho passou com cada um dos pais, porque há casos em que as pessoas ficam mesmo chateadas a contar os dias, se um tiver passado mais um ou menos um dia com o outro”, detalha Jensen.

“A outra grande parte desta aplicação é a divisão dos bens. Introduz-se todos os itens, incluindo comentários sobre os itens. Por exemplo “eu comprei esta mesa ainda enquanto estudante, a mesa é minha, não é tua”. E pode fazer-se a negociação de tudo isto no portal. Relativamente às coisas que são propriedade dos dois, pode fazer-se uma negociação do preço”, acrescenta o empresário. “Nós não queremos provocar conflitos, mas sabemos que eles vão aparecer”, garante.

Robôs, carros autónomos e publicidade. A deteção do olhar que vem da Suíça

Serban Mogos, romeno, é um dos fundadores da Eyeware, startup baseada na Suíça que quer revolucionar o mundo da deteção do movimento dos olhos. “Atualmente, esta tecnologia está sobretudo focada no ecrã, é muito restritiva. Temos de estar a olhar para um ecrã para os sistemas detetarem o movimento, e apenas detetam para que parte do ecrã estamos a olhar. Nós queremos ir além do ecrã, num ambiente aberto tridimensional. Chamamos-lhe deteção de movimento de olhos 3D”, explica ao Observador o empreendedor.

Por outras palavras: é um software que permite analisar dados de sensores de movimento (como os já existentes produzidos pela Microsoft ou pela Intel) e, num espaço amplo — no meio da rua ou de uma sala –, consegue detetar como se movem os olhos das pessoas que ali estão. Tal como se fosse um ser humano a olhar para os olhos de cada um dos que estão por perto. “Podemos instalar sensores em produtos em exposição e medir a atenção das pessoas a esse produto. O mesmo para cartazes”, sublinha Mogos, destacando que o mundo da publicidade e marketing é um dos seus primeiros mercados.

Serban Mogos, o criador da Eyeware

“Mas queremos também integrar a nossa tecnologia na próxima geração de carros autónomos (para os sistemas de monitorização do condutor) e na nova geração de robôs. Incluindo nos robôs sociais, nos que interagem com as pessoas, que podem ter um nível maior de interação, uma maior ligação a nível emocional. Porque o robô pode mesmo saber se tu estás a olhar para ele ou não”, exemplifica o jovem empresário. Também na saúde esta tecnologia pode ser útil: “Pode funcionar, por exemplo, como auxiliar para pessoas que estão paralisadas, para que possam usar o computador sem utilizar as mãos”.

Uma ideia portuguesa para uma deteção de incêndios mais eficaz

As boas ideias na Web Summit não veem apenas das startups e este caso é um bom exemplo disso. A PH Informática já é uma empresa com mais de duas décadas, que já teve um sistema digital de deteção de incêndios implementado em Portugal com o qual ganhou prémios. Mas, agora, os portugueses têm uma nova ideia, mais interativa, que pode permitir melhorar substancialmente a forma como os incêndios florestais são detetados e combatidos. Estes, ao contrário dos jovens empreendedores das startups, não precisam de investimento. Querem “ser ouvidos pelo Governo”, explica ao Observador o administrador da empresa, Hugo Dias.

Luís Seco, responsável pela parte tecnológica, e, Hugo Dias, administrador, da PH Informática

“Há dez anos, desenvolvemos um sistema que foi instalado nos postos de vigia. Há 236 postos de vigia no país que monitorizam a floresta nacional. Eles usam uns binóculos para procurarem fumo e comunicam a informação com o CDOS, que depois contactava os postos de vigia da zona envolvente para ver se também viam o fumo. Através da triangulação conseguem perceber o local exato do fumo. O que fizemos foi autonomizar o processo. Eles digitavam o ângulo, os outros postos de vigia recebiam o azimute que estava determinado, tentavam perceber se conseguiam ver o fumo ou não, e confirmavam o alerta. Conseguimos diminuir o tempo de deteção de um fogo para sete segundos, o que na altura foi uma coisa fantástica. Na altura, recebemos um prémio de inovação e mobilidade em 2007, atribuído pelo chefe da Casa Civil do Presidente da República. Chegou o SIRESP, desligaram o sistema”, lamenta o empresário.

Agora, a PH quer “fazer o mesmo mas como uma abordagem diferente, com a tecnologia que temos hoje”. “O que desenvolvemos foi uma plataforma em que se vamos numa estrada e visualizamos fumo apontamos o telemóvel para o fumo, carregamos no botão durante três segundos e o sistema deteta essa posição e envia as coordenadas para todas as autoridades. Com um alerta, conseguimos saber a direção. Se houver dois, aí fazemos triangulação. Havendo muitos, começamos a delimitar a área do fogo”, explica Hugo Dias. A aplicação tem ainda uma versão profissional, para ser usada apenas pelas autoridades, para controlo e monitorização de todos os alertas. A empresa pretende agora convencer o Governo a implementar a tecnologia. “Enviámos um pedido em abril ao Ministério da Administração Interna e estamos à espera de uma resposta.”

Segurança ou entretenimento? A marca de água holandesa que serve para ambos

Johan Kerver recebia esta sexta-feira os que passavam pelo seu stand na Web Summit com uma placa de revestimento falso de madeira e perguntava: “Consegue perceber se isto é um produto original ou uma cópia?” Não, respondemos. Kerver pegava no telemóvel, abria a aplicação FiliGrade, apontava a câmara para a placa e, de repente, surgiam no ecrã todas as informações sobre o produto, a patente e o construtor daquele revestimento de madeira.

“Este revestimento é de qualidade, é produzido por uma empresa específica, mas muitas vezes são vendidos no mercado produtos sem qualidade que visualmente são semelhantes, porque têm o mesmo padrão de madeira. Com a marca de água 2D, que é invisível, conseguimos imprimir no produto uma espécie de ruído indetetável a olho nu, mas que é identificado pela aplicação”, explica Johan Kerver.

No fundo, é uma evolução dos produtos de realidade aumentada já existentes no mercado, na medida em que passa pela introdução de um código por baixo da camada de tinta dos produtos que são impressos. Kerver pega em mais um exemplo: uma caixa de cereais. Aponta para a embalagem e na aplicação a mascote dos cereais começa a dançar.

Johan Kerver, o criador da marca de água invisível

“Isto tem duas principais aplicações: a segurança dos materiais originais, funcionando como um certificado de garantia; e também o entretenimento ou marketing, porque podemos introduzir o software noutras aplicações que reconheçam determinadas mensagens em embalagens, por exemplo, e que funcionem como as aplicações de realidade aumentada”, resume.

Uma aplicação espanhola para saber se é compatível com o seu futuro colega de casa

Mudar de casa para passar a viver com alguém que não conhecemos pode ser uma experiência muito boa ou muito má. Tudo depende da compatibilidade com o nosso colega de casa. Ruben Hoyos e Estefania Delgados, dois jovens empresários de Barcelona, querem acabar com as más experiências e antecipar a taxa de compatibilidade entre futuros companheiros de casa. “Criámos um algoritmo baseado em pesquisas de mercado com pessoas que alugam quartos e casas. Agora, é totalmente automática. Inclui questões como a limpeza, os hábitos em casa, a personalidade e as regras de casa”, explica Hoyos.

Ruben Hoyos e Estefania Delgados, fundadores da FlatFit App

Tudo começa com o registo do utilizador na FlatFit App, que preenche um questionário sobre os seus hábitos em casa e sobre as suas características pessoais. A plataforma congrega os dados de todos os utilizadores para os combinar de acordo com a forma de cada um estar em casa. “Temos três alvos: quem já tem um quarto ou casa e procura um companheiro, quem está à procura de uma casa e quem está à procura de um quarto”, sublinha o jovem espanhol. É só escolher a cidade, o intervalo de preço que está disposto a pagar e as datas e clicar naquilo que procura. De imediato, aparece um conjunto de opções compatíveis com o utilizador.

“Vamos lançar a aplicação final em janeiro. Temos estado a fazer testes com conjuntos de cerca de 150 pessoas. No início, o marketing e as parcerias que temos são em Espanha, ou seja, só vamos ter casas identificadas em Espanha, mas a aplicação está aberta a pessoas de todo o mundo que queiram vir morar para Espanha”, revela o jovem.

A inteligência virtual britânica que arranja quem lave a roupa ou cozinhe

“Há pessoas com dinheiro e sem tempo, e pessoas sem dinheiro e com tempo, e nós juntamos esses dois tipos de pessoas”. Emilie Lockey, a diretora executiva da Pikkle, resume assim a atividade da empresa londrina. O seu colega, Tom Davies, diretor de tecnologia, dá um exemplo: “Por exemplo, odeias mesmo lavar a roupa. Tens agora uma data de roupa suja mas não tens nenhuma vontade de lavar, passar a ferro ou dobrar a roupa. Porque isso te tira tempo e tu preferes estar a fazer qualquer coisa de que tu gostes com o teu tempo. O que nós fazemos é ligar-te a alguém que esteja disponível para te lavar a roupa, passá-la a ferro e dobrá-la”.

Emilie Lockey e Tom Davies de Pikkle

“A aplicação também usa inteligência artificial, funciona como uma espécie de assistente pessoal com inteligência artificial. Basta pedir à Pikkle aquilo que precisas e ela vai fazendo mais perguntas, tentando clarificar, ter mais detalhes sobre o serviço em particular. Quando estiveres satisfeito, finalizas e aparece-te um conjunto de pessoas que correspondem ao perfil. Escolhes quem quiseres, clicas e a pessoa vai a tua casa fazer a tarefa à hora que quiseres”, sublinha Davies. O pagamento é também feito através da aplicação.

Para Emilie Lockey, o conceito passa por dar a possibilidade de ganhar dinheiro com tarefas simples. “Há pessoas que fazem tarefas e pessoas que compram tarefas. Cada pessoa há de ser parte de apenas um dos grupos. Se precisares de ganhar dinheiro, introduzes os teus dados na aplicação, escolhes as tarefas que mais gostas de fazer ou as áreas em que és melhor e está feito”, remata Lockey.

A revolução na saúde em Angola

Diz-se que a necessidade aguça o engenho e o caso da Appy, criada por Pedro Beirão e Jorge Cohen, a quem se juntou Clara Vieira, comprova-o. Clara foi viver para Angola, para junto da sua mãe, no ano passado. Quando precisou de ir ao médico, foi ao Google para saber onde podia encontrar um e não encontrou nada. Percebeu que não havia informação suficiente disponível na Internet, o que talvez pudesse explicar as elevadas taxas de mortalidade infantil no país.

A aplicação Appy Saúde, criada por Pedro Beirão, Jorge Cohen e Clara Vieira para inventariar a oferta em saúde em Angola

Especializada em marketing, decidiu juntar-se aos dois colegas e juntos lançaram uma aplicação onde reuniu toda a informação sobre saúde no país. Criaram a maior base de dados de serviços de saúde de Angola, que inclui hospitais, centros de saúde, clínicas privadas e outros postos de saúde, e tem funcionalidades como pesquisa por localização, por especialidade ou por preço. “Não existe nenhum serviço que rivalize diretamente com esta aplicação porque a informação sobre saúde é quase nula e porque o acesso à Internet em Angola é limitado”, explica Clara Vieira.

Falta, contudo, dar o próximo passo, que passa pela capacitação tecnológica dos angolanos. Há poucos dispositivos e pouco conhecimento sobre como os usar. Clara Vieira explica que tem procurado encontrar-se com as (cada vez mais) pessoas que já têm smartphones para as ensinar a descarregar aplicações, instalá-las e utilizá-las, “porque não sabem o que têm nas mãos”.

Artigo corrigido às 14h43 de dia 10 de novembro. Na primeira versão deste artigo lia-se que a empresa Eyeware é romena, quando na verdade se trata de uma empresa fundada e sediada na Suíça, por um empreendedor romeno.

Com Marta Leite Ferreira
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