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É como uma balança, mas desequilibrada: para chegar a 23 nomes, Paulo Bento teria sempre de fugir de outros sete. E esses foram Anthony Lopes, Rolando, Antunes, João Mário, André Gomes, Ricardo Quaresma e Ivan Cavaleiro. O selecionador nacional nem falou de todos, embora tenha (quase) sempre dado justificações para as perguntas que assim o exigiam. E foram elas que o obrigaram até a falar de Danny.

O avançado do Zenit São Peterburgo nem nos 30 pré-convocados estava e as questões foram sobre a a sua ausência. Mesmo assim, Paulo Bento respondeu. “Esteve connosco na qualificação para o Euro 2012. Depois sofreu uma lesão muito grave no joelho, que o impossibilitou de jogar durante muito tempo”, começou por resumir o treinador. “Regressou no jogo com o Equador [a fevereiro de 2013, em Guimarães] e depois teve de se ausentar duas vezes, por problemas físicos”, continuou.

Com a insistência das perguntas, Paulo Bento acabou por deixar mensagens. “É diferente convocar um jogador para a qualificação ou para o Mundial”, argumentou, pois “na véspera do primeiro jogo” no Mundial a seleção “tem de ficar com os jogadores” que tem. Ou seja, a permeabilidade de Danny a lesões não iria ajudar. E para entrar o luso-venezuelano teria de sair algum dos quatro extremos convocados.

E desses Paulo Bento tem “a certeza absoluta que estarão sempre com o objetivo de estar e ficar com a equipa”. Em outubro de 2013, recorde-se, Danny foi dispensado da seleção devido a uma lesão e, dois dias depois, alinhou num encontro pelo Zenit.

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Quanto aos nomes que ficaram à beira da convocatória, o selecionador foi sucinto. Sobre Ricardo Quaresma disse apenas que “todas as decisões de deixar jogadores de fora são difíceis” e justificou a sua ausência com “critérios técnico-táticos”. Uma pergunta que falou em Adrien Silva (também ficou de fora dos pré-convocados) levou depois Paulo Bento a resumir as qualidades dos sete médios que escolheu levar ao Mundial.

De Anthony Lopes (Lyon), guarda-redes que sobrou, elogiou a “qualidade”. De João Mário (Vitória de Setúbal), André Gomes e Ivan Cavaleiro (Benfica) disse estar certo de que os três tinham “bem presente” que já foi bom aparecerem na lista preliminar de 30 jogadores, sublinhando também que “têm qualidade e futuro”.

Já Rolando (Inter) e Antunes (Málaga) foram esquecidos. Nada disse para explicar as suas ausências e o motivo pode ser este – foram as que menos ou nenhuma surpresa causaram e, por isso, nenhuma pergunta se fez a Paulo Bento sobre os seus nomes.