Começa a levantar-se o véu sobre os resultados das eleições locais em Inglaterra, que servirão como um termómetro político para as eleições europeias, que também tiveram lugar ontem. A grande incógnita seria o desempenho do Partido da Independência do Reino Unido (Ukip), o partido anti-imigração de Nigel Farage, que assumia algum protagonismo nas sondagens. O Partido Trabalhista de Ed Miliband segue na frente das eleições. Os primeiros resultados sugerem que está em marcha um tremor de terra político, é assim que o classifica o Telegraph.

Nigel Farage apelou ao voto no Ukip via Twitter, com vista ao tal “tremor de terra político”. O partido de direita terá tido um grande resultado nas locais, aproveitando o descontentamento dos eleitores para roubar votos ao Partido Conservador, do primeiro-ministro David Cameron.

De manhã, a Reuters garantia que os resultados parciais de cerca de um terço dos conselhos ingleses mostravam nesta sexta-feira que o Ukip conquistou mais 89 cadeiras nestas eleições locais do que nas anteriores, ao passo que os Trabalhistas registaram um aumento de 105. Os Conservadores perderam 96 e os Liberais Democratas, os seus aliados no governo, perderam 103, de acordo com a apuração inicial.

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Até à data deste artigo, e segundo o direto do Telegraph, os trabalhistas já conquistaram 730 cadeiras, o que se traduz num aumento de 124 para as últimas eleições. O Partido Conservador de Cameron segue na segunda posição com 598 cadeiras (perdeu 97). Os Liberais Democratas surgem a seguir com 185 e, finalmente, o Ukip na quarta posição, com 96 cadeiras já conquistadas. O Guardian disponibiliza também os resultados em direto num mapa eleitoral.

Aos microfones da Sky News, David Cameron rejeitou um pacto com o Ukip, reconhecendo ainda que as pessoas exigem outro tipo de respostas por parte do Governo, nomeadamente na economia, imigração e estado social. Apesar de rejeitar um acordo nacional, o primeiro-ministro britânico não colocou de parte uma união com o Ukip a nível local: “é uma decisão dos conselhos.”

Segundo a Globo, a taxa de abstenção fixou-se nos 64%.