Nove em cada dez empresas de calçado apontam como “bom” ou “suficiente” o estado dos negócios até março, apesar da evolução “aquém das expetativas” das encomendas e da produção, revelando-se otimistas relativamente ao segundo trimestre de 2014, segundo a APICCAPS.

Os dados do último Boletim Trimestral de Conjuntura da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), editado em colaboração com o Centro de Estudos da Universidade Católica do Porto, indicam que a evolução da produção e das encomendas no período de janeiro a março “ficou aquém das expetativas que as empresas tinham formulado no final do ano anterior”.

Apesar disso, nota, “a indústria de calçado continua a reforçar o emprego”. Entre as principais preocupações do setor, a APICCAPS destaca a questão do acesso às matérias-primas.

Relativamente ao segundo trimestre do ano, as respostas das empresas inquiridas denotam “otimismo”, apontando para o aumento da produção e da carteira de encomendas, para uma tendência de ajustamento em alta dos preços dos produtos e para a continuação do reforço do emprego na indústria de calçado. “As projeções favoráveis para a economia internacional, nomeadamente para as economias avançadas, dão alento a este otimismo”, sustenta a associação.