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Colocar opiniões políticas nas redes sociais gera insultos e leva uma miss a deixar de o ser. Esta é a história de Weluree Ditsayabut, de 22 anos. A jovem venceu a eleição para se tornar miss Tailândia e iria competir no concurso Miss Universo, mas resignou ao título por já não aguentar mais a pressão.

Weluree colocou mensagens no Facebook e no Twitter a criticar os ativistas dos “Red Shirt”, apoiantes do Partido Pheu Thai, o partido de Yingluck Shinawatra, a primeira-ministra deposta no princípio de maio por ordem do Tribunal Constitucional tailandês, que a acusou de corrupção e abuso de poder. Depois da destituição de Shinawatra, Niwatthamrong Boonsongpaisan foi nomeado para primeiro-ministro interino mas acabaria por ficar pouco tempo no cargo já que, no final de maio, o exército tailandês executou um golpe de Estado e estabeleceu uma junta militar que ficou responsável pelo país.

No seu perfil, e referindo-se à altura em que Yingluck Shinawatra ainda estava no poder, a miss Tailândia considerou que “deviam ser todos executados” [os Camisas Vermelhas] e acrescentou: “A Tailândia está suja por causa de pessoas anti-monárquicas como vocês”. E foi esta opinião forte da agora ex-miss, que não foi bem aceite. Weluree Ditsayabut recebeu insultos, foi chamada de “gorda” e “feia” várias vezes e decidiu entregar a coroa. Weluree diz que, apesar de ter ficado muito contente por ser a vencedora do concurso nacional, não aguentou a pressão que se abateu sobre a sua família. “A felicidade provocada pela eleição perdeu-se totalmente”. E justificou: “Não consigo ver que a minha mãe não consegue dormir por tudo isto”.

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