Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Os receios de grande parte dos deputados socialistas parecem estar a concretizar-se já que para além de se ter debatido em plenário o Documento de Estratégia Orçamental  (DEO) e o Tratado Orçamental, durante esta quinta-feira um dos temas quentes foi a disputa interna de poder entre António Costa e António José Seguro. O PSD diz que no “PS a incoerência é total” e que os socialistas andam “à procura de popularidade fácil”, acusando o partido de preferir gastar energias com a “luta interna” do que com “os interesses do país”.

“A história da Branca de Neve aplica-se ao PS quando a madrasta dizia, há alguém mais belo que eu. A pergunta no PS é há alguém mais radical do que eu?”, apontou deputado Duarte Pacheco, acusando os parlamentares socialistas de “desnorte” e “desorientação” por neste momento estarem “à procura de popularidade fácil”. “Querem Tratado Orçamental ou não querem Tratado Orçamental? Têm de nos dizer concretamente”, continuou a questionar o social-democrata.

Cecília Meireles do CDS, por seu lado, disse que o Tratado Orçamental é um questão “fundamental”, alegando que há um “PS da tarde” que é responsável e “um outro PS diferente nas manhãs”. Meireles questionou ainda qual é o PS verdadeiro, se o que apoiou os cortes de Sócrates em 2011 ou o “de 2014 que se prepara para ser contra esses mesmos cortes”. “É o que diz que se compromete com a reposição gradual dos salários ou o que se prepara para ser contra essa mesma reposição?”, perguntou ainda a deputada.

A resposta quanto ao Tratado Orçamental veio de Eduardo Cabrita, deputado socialista. “A coerência do PS é a de quem sempre entendeu que o espaço que permitiu a afirmação das conquistas sociais faz-se no âmbito de uma Europa democrática que queremos aprofundar”, declarou, afastando assim qualquer apoio aos referendos, propostas apresentados esta quinta-feira pelo PCP e pelo BE ao Tratado Orçamental.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR