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O primeiro dia está fechado. Foi mais festa do que outra coisa, com a cerimónia e com o show de Neymar, que confirmou definitivamente que é o grande craque da seleção canarinha. Esta sexta-feira, sim, temos um dia de Mundial a sério. Três jogos. Vai ser um fartote de futebol. O Observador preparou uma antevisão das partidas para não se perder nestas andanças.

México – Camarões, 17h

O primeiro duelo do dia coloca frente a frente México e Camarões (17h). Estas duas seleções querem dar corda aos sapatinhos e ganhar dois pontos à Croácia, que demonstrou ter grande qualidade, para ultrapassar este Grupo A. A grande esperança dos mexicanos é Chicharito Hernández, o avançado que anda esquecido no Manchester United. Não esquecer que Herrera e Diego Reyes, ambos do FC Porto, também estão no lote de eleitos de Miguel Herrera. Do outro lado, o avançado Samuel Et0’o é a grande referência. O único embate entre ambos foi um particular: aconteceu em 1993 e acabou com uma vitória para o México (1-0, golo de Guzmán).

Espanha – Holanda, às 20h

Segue-se o Espanha-Holanda às 20h, o prato forte do dia. O equilíbrio tem sido habitual entre as duas equipas: cinco vitórias para os espanhóis e quatro para a Holanda (mais um empate). Na mente de todos está ainda aquela final do Campeonato do Mundo da África do Sul, em 2010. O marcador teimava em não sair do 0-0 e Casillas ainda foi herói ao defender uma investida de Robben, que surgiu isolado. Já no prolongamento, a meros três minutos dos 120′, Iniesta marcou o golo da vitória e ofereceu o primeiro Mundial da história de nuestros hermanos.

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Muitos vaticinam o acabar de ciclo da Espanha. Há muita curiosidade para saber se e como vai encaixar Diego Costa neste tiqui-taka, que tem perdido gás mas que continua a ser uma ameaça. Quando faltarem pernas a Xavi, Fàbregas, Busquets e Xabi Alonso, haverá Koke, um médio do Atlético Madrid que fez um ano sublime. Na Holanda, apesar daquela fase de apuramento espectacular — nove vitórias e um empate em dez jogos –, a seleção não parece estar com aquela dimensão de outros tempos. Há curiosidade para saber se Van Gaal vai apostar em três centrais, uma solução tão holandesa, tão romântica, mas tão sem rotina.

Chile – Austrália, às 23h

O dia fecha com o Chile já a batalhar contra os australianos. A partir das 23h, em Manaus, os chilenos arrancam com a sua 9.ª participação em Mundiais, contra a Austrália, que aparece pela quarta vez em campeonatos do mundo. A história pende para os sul-americanos, que têm três vitórias nos quatro duelos entre as duas seleções – o único empate (0-0), aliás, surgiu no embate que se concretizou no Mundial de 1974, na Alemanha.

Os australianos ainda contam com os 34 anos de Tim Cahill, o primeiro a marcar pelo país em Mundiais. E atenção que os chilenos metem medo. Ou querem meter, segundoo anúncio de uma marca de cerveja do país pretende transmitir. Pode ser exagerado, mas com Arturo Vidal, Jorge Valdivia, Eduardo Vargas ou Mauricio Isla, o Chile está no Brasil para fazer mossa. Veremos.