Um navio contratado pelas autoridades australianas começou a elaborar um mapa do fundo marinho onde se acredita estarão os restos do avião da Malaysia Airlines desaparecido desde 8 de março com 239 pessoas a bordo, revelaram fontes oficiais.

O navio Fugro Equator irá cartografar o fundo marinho na zona de buscas definida no oceano Índico até agosto, altura em que será retomado o rastreio submarino, refere uma nota do Centro de Coordenação das operações de resgate do Boeing 777.

Na elaboração do mapa vai também participar o navio chinês Zhu Kezhen, que já sondou 4.088 quilómetros quadrados do fundo do oceano e que agora está parado no porto australiano de Freemantle para reparar um problema nos instrumentos de ressonância.

Os dois navios vão pesquisar uma área de 60.000 quilómetros quadrados nos próximos três meses, acrescenta o organismo ao salientar que se espera diminuir a zona de resgate ainda este mês.

As buscas pelo avião da Malaysia Airlines estão centradas no Índico a cerca de 2.000 quilómetros da costa australiana, país que coordena as operações.

O departamento de segurança de Transportes da Austrália indicou que a zona é aquela que os peritos pensam ser onde o avião esgotou o combustível e onde os satélites detetaram, pela última vez, sinais do avião.

Anteriormente, as equipas de resgate inspecionaram 4,64 milhões de quilómetros quadrados no Índico numa área definida a partir de sinais acústicos idênticos aos das caixas negras, mas que não tiveram êxito.

No início do mês os peritos determinaram que os sinais não estavam relacionados com o avião desaparecido e que até poderiam ter origem num navio envolvido nas buscas.

O operador britânico de satélite Inmarsat indicou basear-se nesses sinais, as equipas não rastrearam a zona onde os seus peritos acreditam que o avião caiu.

O Boeing 777 da Malaysia Airlines com 239 pessoas a bordo e sob o número MH370 descolou de Kuala Lumpur na madrugada de 08 de março rumo a Pequim, mas desapareceu dos radares cerca de 40 minutos depois.