Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Cindy Crawford parece não recear a idade. A supermodelo norte-americana anunciou que quer lançar um livro antes de celebrar 50 anos, em fevereiro de 2016, estando a obra prometida para o outono de 2015. A ideia é a de recordar a longa e bem sucedida carreira de uma das modelos mais cobiçadas da sua geração.

“Não é apenas um livro de mesa de café com imagens. Não é uma biografia. É uma espécie de um híbrido”, disse ao WWD. O livro vai ficar a cargo da editora Rizzoli, habituada a comunicar a vida e as ideias de ícones da moda. Seja disso exemplo a retrospectiva fotográfica de Kate Moss ou David Gandy by Dolce & Gabbana.

Crawford terá, certamente, muito que contar. Nasceu e cresceu em Illinois e, em criança, queria ser professora. Ponderou ser primeira-dama e, à falta de melhor, física nuclear, mesmo sem saber exatamente o que isso representava. O primeiro trabalho foi enquanto babysitter, mas também trabalhou em campos de milho.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Ainda em adolescente, foi descoberta por mero acaso. A moda acabaria por levá-la para Nova Iorque, onde parece ter descoberto o segredo para o sucesso; dele fazia parte o carismático sinal no rosto.  Aliás, Cindy foi uma das caras que mais marcou as décadas de 1980 e 1990, período durante o qual, segundo o Telegraph, terá aparecido em cerca de 400 capas de revistas. Foi, inclusive, a primeira supermodelo a pousar para a Playboy de Hugh Hefner.

“Cindy mudou a percepção da ‘sexy American girl’, da clássica loira de olhos azuis a uma morena mais sensual com cérebro, charme e profissionalismo de sobra”, Michael Kors

Hoje a supermodelo é mãe, empresária e modelo. A ordem varia consoante o dia, como se pode ler na página do Twitter. Além de ter apostado na criação própria de mobiliário para casa, está também responsável pela linha de beleza Meaningful Beauty. E porque são os cuidados femininos tão importantes? À WWD disse “a beleza muda à medida que vou envelhecendo. Sempre achei que a beleza e a confiança eram sinónimos. Se nos sentirmos confiantes, é isso que as pessoas veem.”