Mais do que sol e praia, cerveja artesanal: o Algarve Beer Fest acontece até dia 29 de junho (domingo), junto à Praça dos Pescadores, em Albufeira. Ao todo, há 40 marcas de cerveja artesanal de 10 países para provar — Portugal, Espanha, Bélgica, Holanda, Alemanha, Grécia, Inglaterra, República Checa, Escócia e Estados Unidos. Um verdadeiro campeonato mundial de cerveja tradicional, do qual ainda vai a tempo de sagrar-se vencedor: a entrada é gratuita e o desafio está lançado.

O evento quer promover o consumo moderado da bebida e, ao mesmo tempo, proporcionar animação de cunho local “com grupos musicais da região”, segundo nota de imprensa da Câmara Municipal de Albufeira. Mas nem só de degustações se faz o festival. A primeira edição da iniciativa conta com workshops para aprender a fazer a bebida em casa e showcookings que ligam a gastronomia à cerveja artesanal.

A Letra é uma das cervejas a marcar presença no festival. Faz parte da empresa Fermentum, criada por dois engenheiros biológicos, Filipe Macieira e Francisco Pereira. A marca minhota chegou ao mercado em outubro de 2013 e tem uma forte vertente educacional ao associar as letras do alfabeto a diferentes tipos de cerveja — A (weiss), B (pilsner), C (stout) e D (red ale).

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A pedagogia estende-se també ao Algarve Beer Fest, cuja missão é despertar os amantes da bebida para este nicho de mercado. “A cultura da cerveja artesanal, em Portugal, é praticamente inexistente. No festival há a oportunidade de provar cervejas de todo o mundo”, assegura Francisco Pereira, da Letra, ao Observador.

Atualmente, existem cinco ou seis marcas estabelecidas no mercado; cabe à Letra a maior capacidade de produção, com 7 mil litros por mês, nada que se compare aos valores que ilustram o negócio da cerveja industrial. “Não digo que uma é melhor do que a outra, são produtos diferentes”, diz Francisco, explicando que os aromas da bebida dita tradicional são mais intensos. “É uma cerveja real porque usa apenas quatro ingredientes: água, levedura, malte de cereais (de trigo a aveia, centeio e cevada) e lúpulo, que concede amargura ao produto final”. O método artesanal de produção, por sua vez, é feito com mais cuidado, o que, em última análise, resulta numa cerveja mais “apelativa do ponto de vista sensorial”