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Não se sabe muito sobre eles, preservam-se na novidade, são quase apenas um par de sombras. Sabemos que se chamam Rasmus Bak e Bjarke Niemann, dois amigos dinamarqueses que fazem música juntos há algum tempo e que lançaram agora o álbum de estreia, homónimo. Já tínhamos falado neles aqui.

Estiveram uns tempos em Nova Iorque, numa casa que pertenceu a Willem Dafoe, onde escreveram algumas canções embaladas pelo vinho. Uma das particularidades dessa casa é um grande salão de dança, talvez seja daí que vem a sensação de espaço, um “eco” que se sente ao longo do disco. Outras das músicas que o compõem (e as que vão ficando na gaveta) foram gravadas em Los Angeles e Copenhaga.

O tema “Harvest” abre o disco e marca a toada do que vem a seguir: uma dezena de canções que pouco alteram de ritmo e que mantêm a atmosfera de um entardecer lento e sereno. Não é triste, é acima de tudo um álbum feito de temas com melodias bonitas e simples, o que à velocidade a que o mundo (e a música) gira, assentam como um bálsamo. Os dinamarqueses Death Has No Dominion sabem respeitar os silêncios, o que é meio caminho para a eternidade.

deathhasnodominion.com

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