O comunicado de Carlos Costa, governador do Banco de Portugal (BdP), sobre o destino do Banco Espírito Santo (BES) e a criação do Novo Banco está em destaque na imprensa internacional.

A começar pelos económicos. O Financial Times (FT) refere a divisão entre banco bom e banco mau como “parte de um resgate de 4.9 mil milhões de euros ao angustiado credor português”. A Bloomberg escreve que o BdP “tomou controlo” do BES, “outrora o maior banco português em valor de mercado”. O Wall Street Journal considera que “o destino do BES foi uma surpresa, tendo em conta que, há algumas semanas, o Banco de Portugal referiu que o BES tinha um montante de capital suficiente para acomodar eventuais impactos negativos”. O diário económico espanhol Expansión diz que “nasceu um Novo Banco com os ativos bons do BES e uma injeção de 4.9 mil milhões de euros”. Por sua vez, o económico italiano Il Sole escreve que “o Estado português injetará 4.4 mil milhões de euros no BES, que tem estado há meses no centro de uma tempestade financeira”.

“O Banco Espírito Santo, um banco que tem estado em apuros, será fechado e os seus negócios saudáveis transferidos para um novo banco”, escreve o New York Times. O Washington Post refere que “as autoridades portuguesas vão providenciar um resgate de emergência, de 4.9 mil milhões de euros, para prevenir o colapso do doente Banco Espírito Santo, uma das mais antigas e maiores instituições financeiras da zona Euro”. O britânico The Guardian escreve que, “depois de uma série de escândalos financeiros”, Portugal “vai injetar quase 5 mil milhões de euros para evitar o colapso do maior banco do país”.

“O Banco Espírito Santo morreu, viva o Novo Banco”. É desta forma que o El País resume o destino do BES, ” banco mau”, e o surgimento do Novo Banco, “onde ficaram os ativos bons”. O diário online espanhol El Confidencial escreve que “houve uma solução salomónica regada com dinheiro público”, já que, depois de um fim de semana de negociações, “Portugal decidiu dividir em dois o Banco Espírito Santo, a primeira entidade do país caída em desgraça e sobre a qual correram todo o tipo de rumores nas últimas 72 horas”.

O francês Le Monde escreve que os principais objetivos das autoridades portuguesas foram “socorrer a instituição, minada pelos problemas financeiros da família Espírito Santo” e “minimizar o contágio” para o setor financeiro europeu.