O lucro do Best, que tinha 75% do capital nas mãos do BES, registou um crescimento de 7% no primeiro semestre do ano, para 6,4 milhões de euros, anunciou esta terça-feira o banco.

O Banco Best – Banco Eletrónico de Serviço Total, destaca ainda, num comunicado, que os primeiros seis meses do ano ficaram marcados por uma subida de 102% na negociação em Bolsa ‘online’, bem como por um crescimento de 28% do volume de fundos de investimento, face ao período homólogo, ultrapassando os mil milhões de euros.

Com o plano de resolução para o BES decidido pelo Banco de Portugal no domingo, o banco Best ficou com um novo acionista, tendo o Novo Banco assumido os 75% do capital social que pertenciam ao BES, enquanto o dinamarquês Saxo Bank mantém uma participação de 25%.

“Esta alteração da estrutura acionista não tem qualquer impacto sobre a atividade ou clientes do banco Best”, adianta a instituição.

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No que respeita aos indicadores económicos e financeiros, o Best “manteve uma posição confortável ao nível do rácio de transformação de depósitos em crédito, que se situou nos 49%” e apresentava um Rácio Core Tier I (usado para avaliar a solidez financeira de um banco) de 27,5% em março de 2014.

O Banco de Portugal separou o BES num ‘banco bom’, denominado Novo Banco, e num ‘banco mau’ (‘bad bank’).

O Novo Banco fica com os ativos bons que pertenciam ao BES, como depósitos e créditos bons, e recebe uma capitalização de 4.900 milhões de euros, enquanto o ‘bad bank’ ficará com os ativos tóxicos.