“Para o Qatar 2022, não fui influenciado. No que me toca, o voto foi feito com toda a transparência e sempre se disse que à mínima suspeita de corrupção haveria uma nova votação, mas por agora não sabemos”, disse Platini, em declarações ao canal francês TF1.

O francês que preside à UEFA nunca escondeu que votou a favor do Qatar, com o objetivo de desenvolver o futebol em regiões onde o Campeonato do Mundo nunca foi. Sempre defendeu também, após a votação, que a data do Mundial do Qatar devia passar do verão para o inverno.

“Decidiu-se que poderá ser no inverno e eu defendi que fosse mesmo no inverno e também que se realizasse um Mundial itinerante por todo o Golfo, mas depois são os políticos (da FIFA) que decidem”, acrescentou.

A Rússia e o Qatar conquistaram o direito a organizar a prova em 2018 e 2022, respetivamente, depois de um processo marcado por alegações de corrupção.

Em setembro, um relatório de inquérito foi enviado para a comissão de ética da FIFA. A divulgação pública desse relatório está a ser pedida por vários altos responsáveis do futebol mundial, como Platini, Ali Bin Hussein, vice-presidente da FIFA, ou o alemão Franz Beckenbauer.