A Semapa celebrou na quarta-feira um memorando de entendimento com os fundos Apax Partners e Bain Capital para participar numa eventual proposta de aquisição da PT Portugal, comunicou a empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “A participação que a Semapa poderá vir a deter no investimento em questão, ainda a definir, deverá situar-se entre cinco e 10%”, diz o comunicado enviado na madrugada desta quinta-feira.

Os CTT, por sua vez, emitiriam um comunicado no qual afirmam que “não irão participar em qualquer proposta firme conjunta” com os fundos e nem “estão a considerar qualquer tipo de investimento de capital na empresa.

Os fundos Apax Parners e Bain Capital vão apresentar, na sexta-feira, uma proposta firme sobre a PT Portugal. A francesa Altice é outra das entidades interessadas na compra da PT Portugal.

Já a Terra Peregrin, da empresária angolana Isabel dos Santos, vai notificar na quinta-feira a Autoridade da Concorrência (AdC) sobre a sua intenção de comprar a PT SGPS, disse esta sexta-feira à Lusa fonte da empresa. A 9 de novembro, a Terra Peregrin – anunciou o lançamento de uma oferta pública geral e voluntária sobre a Portugal Telecom SGPS (PT SGPS), oferecendo mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação.

De acordo com a mesma fonte, a Terra Peregrin “vai notificar a AdC da sua intenção de compra da PT SGPS”, apesar de a “oferente considerar que a sua participação, embora relevante, é minoritária e não é de controlo”. Ou seja, a eventual compra da PT SGPS permitirá que Isabel dos Santos passe a deter uma posição de 25% da operadora brasileira Oi, a qual detém a PT Portugal, que está a ser alvo de duas ofertas de compra.

A PT Portugal, que no mercado português fornece serviços como Meo e Sapo, é concorrente da NOS, operadora que resultou da fusão entre a Zon e a Optimus e onde a ZOPT detém 50,1% do seu capital. Por sua vez, a ZOPT é controlada em 50% por Isabel dos Santos, com a outra metade nas mãos da Sonaecom.

Atualmente, a PT SGPS detém 25% da Oi e a dívida de quase 900 milhões da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), enquanto a operadora brasileira tem uma participação de cerca de 10% da empresa portuguesa. Desde maio, no âmbito do processo de combinação de negócios entre a PT SGPS e a Oi, esta última passou a integrar a PT Portugal. Até 1 de dezembro, a Terra Peregrin vai pedir o registo da oferta sobre a PT SGPS na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Entretanto, na sexta-feira, os fundos Apax Partners e Bain Capital deverão apresentar uma proposta final para a compra da PT Portugal, depois de já terem escolhido um sindicato bancário composto pelo Barclays, Bank of America Merrill Lynch e UBS para liderar a operação.

A 12 de novembro, a Oi anunciou que os fundos tinham oferecido 7.075 milhões de euros pela PT Portugal, uma oferta 50 milhões de euros acima da proposta do grupo francês Altice (7.025 milhões de euros).