Em dia de greve, a TAP garante que o ambiente no aeroporto foi de tranquilidade “absoluta”, apesar de o sindicato falar de uma adesão maciça. André Soares, porta-voz da companhia aérea, explicou ao Observador que a maioria dos voos cancelados deste domingo – cerca de 2/3 de um total de 280 – não tinha passageiros.

Depois de ter recebido o pré-aviso de greve do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), a 15 de Outubro, a TAP encerrou as vendas de bilhetes para os voos que estavam agendadas paro este domingo e para a próxima terça-feira, segundo dia de greve. Além disso, contactou os passageiros que já tinham comprado bilhetes e procurou “as melhores alternativas” para cada situação, como alterar a data do voo para outro dia.

Estas duas medidas permitiram que a companhia aérea conseguisse “esvaziar os voos programados” para este domingo, explicou André Soares. “A maior parte dos voos já não tinha passageiros”, adianta, acrescentando que todos os voos realizados pela Portugália Airlines tinham sido assegurados, bem como aqueles que o Tribunal Arbitral considera “voos de serviços mínimos”.

“Dos restantes, a maioria foi cancelada, não constam sequer do sistema. Depois, há um pequeno grupo de 12 voos, cuja realização estava dependente da apresentação dos tripulantes. Desses, três têm realização garantida – dois já se realizaram – e outros nove estão, ainda, em aberto”, explicou André Soares.

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O porta-voz da TAP disse ainda que a empresa trabalha para “manter a confiança dos clientes” e que procurou as soluções que “encaixassem melhor naquilo que são as necessidades das pessoas”. “Encontrámos soluções para a maioria dos passageiros previstos para hoje. Quisemos proteger os nossos clientes, procurando soluções que servissem as suas intenções”, referiu.

Sobre a manhã, disse ter sido “absolutamente tranquila, mais do que num dia normal, porque havia menos passageiros”. André Soares acrescentou que houve algumas situações pontuais – de clientes que a empresa não tinha conseguido contactar – que tiveram de ser resolvidas no aeroporto.

Os tripulantes de cabine da TAP agendaram uma greve para este domingo e para a próxima terça-feira, 2 de dezembro, para exigir o cumprimento do acordo de empresa em vigor desde 2006.

À agência Lusa, Nuno Fonseca, da direção do SNPVAC, falou numa adesão maciça à greve. “Em termos de adesão está a correr muito bem, melhor até do que no primeiro período da greve, onde tivemos uma adesão de 98%”, referiu.