Rádio Observador

António Costa

Governo de Sócrates cometeu “muitos erros”, mas tinha “uma visão acertada”, defende Costa

1.621

O novo líder socialista acusou o Governo de Passos Coelho de ter contribuído para o "retrocesso" do país no que diz respeito à qualificação dos portugueses. E fez mea culpa sobre socratismo.

Costa salientou a importância das novas gerações para o desenvolvimento futuro

CARLOS SANTOS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário-geral do PS, António Costa, admitiu este sábado em Tróia que o último Governo do PS pode ter cometido muitos erros, mas teve “uma visão acertada para a qualificação e modernização do país”. “No nosso último Governo cometemos certamente muitos erros”, disse.

Foi graças a essa ambição que entre 2005 e 2011, a população, entre os 30 e os 34 anos, com formação superior, subiu de 17 para 26%. Esse foi um esforço que foi feito e que estava a ser alcançado. Tínhamos agora de prosseguir e dar continuidade a esse esforço e subir dos 26 para os 40% a que estamos obrigados em 2020″, disse.

O líder socialista, que falava no XIX Congresso da JS, em Tróia, concelho de Grândola, salientou o trabalho desenvolvido pelo anterior Governo PS na qualificação das novas gerações, na investigação científica, na inovação tecnológica e na modernização das empresas e administração pública.

Depois de elogiar a visão socialista para a qualificação do país, António Costa criticou aquilo a que chamou um “retrocesso” provocado pela governação PSD/CDS. “Aquilo a que temos vindo a assistir ao longo destes três anos de Governo da direita, é que em vez de prosseguirmos esse esforço [na qualificação do país], estamos a retroceder”, disse. “E o melhor sinal que temos é a diminuição das matrículas do ensino superior, que caíram 19% ao longo destes três anos, o que significa menos 25 mil estudantes no ensino superior do que tínhamos anteriormente”, acrescentou.

Para António Costa, estes dados significam que o país “está a divergir da Europa”, e que não conseguirá voltar a convergir com os outros países da União Europeia “enquanto não conseguir vencer o grande défice das qualificações da população portuguesa, a começar pela atual geração”.

O secretário-geral do PS acusou ainda o governo PSD/CDS-PP de ter aprovado um novo modelo de IRS, que discrimina os mais ricos em desfavor daqueles que menos têm.

O debate em torno do coeficiente familiar, que nos quiseram apresentar como uma ideia simpática para as famílias pagarem menos impostos, diz, no fundo, tudo sobre a ideia que direita tem, de como é que os impostos devem servir para que aqueles que ganham mais paguem menos, e aqueles que ganham menos paguem mais”, disse.

“E só isso explica que a direita tenha chumbado a proposta do PS, para aumentar aquilo que cada família pode deduzir em função dos filhos que tem, mas não em função dos rendimentos que tem”, acrescentou. Segundo Costa, o novo IRS também vai prejudicar as crianças de famílias monoparentais.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Rui Rio

O centro-direita tem solução? /premium

Luís Rosa

O futuro do centro-direita deverá passar pela federação de liberais, conservadores e dos que desejam uma alternativa ao PS. Sem uma oposição forte, é a democracia que fica posta em causa.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)