Assim que foram anunciados os nomes que vão concorrer à tão cobiçada estatueta de ouro, os nomeados levaram para as redes sociais as reações, incluindo vários agradecimentos. São disto exemplo os dois tweets que o ator Mark Ruffalo — que integra o elenco do filme “Foxcatcher” — publicou quase de imediato. Ruffalo agradeceu tanto à Academia, que colocou a longa-metragem em questão na corrida para Melhor Filme, como aos tweets que, entretanto, recebeu dos muitos fãs.

Ao ator juntaram-se outras figuras associadas à cerimónia dedicada à indústria do cinema, como Julianne Moore, nomeada para Melhor Atriz, e o cantor John Legend, cujo tema musical “Glory” do filme “Selma” foi apontado na respetiva categoria.

Benedict Cumberbatch disse estar “excitado e honrado” por receber o reconhecimento em causa, diz a Entertainment Weekly. “É maravilhoso ser incluído pela Academia neste ano excecional de performances. Ligar aos meus pais, ambos atores, e explicar-lhes que o seu único filho foi nomeado para um Óscar é um dos momentos de maior orgulho na minha vida”.

“Estou incrivelmente honrado por ser reconhecido pela Academia e ainda mais entusiasmado por partilhar esta honra com toda a família de cineastas, cast e equipa de ‘A Teoria de Tudo'”, comentou Eddie Redmayne, outro dos candidatos à distinção de Melhor Ator. “Este papel foi uma experiência única na vida. Parabéns aos meus companheiros nomeados, um obrigada à Academia e, sobretudo, ao Stephen e Jane Hawking”.

Emma Stone também já se fez ouvir, referindo-se ao momento enquanto uma situação “surreal”. Na declaração a propósito da nomeação para Melhor Atriz Secundária, Stone entusiasmou-se e acabou por praguejar. Chegou, inclusive, a perguntar se podia utilizar tal vocabulário numa ocasião destas — “I am so f***ing excited. Are you allowed to say f*** when you’re making a statement for the Oscars?”.

Mas há também reações do outro lado da barricada, de quem não chegou a ser nomeado. É o caso da longa-metragem “O Filme Lego” que ficou de fora da corrida ao não ser incluído no lote de Melhor Filme de Animação. Perante a desilusão, qual a resposta do realizador Philip Lord? Esta:

O humor não se ficou por aqui e também foi a ferramenta usada pelo homem que vai apresentar a 87º edição dos Óscares. Falamos de Neil Patrick Harris. E, ainda que não o tenha dito, espera-se que a cerimónia seja “legen… wait for it… dary” (expressão associada à personagem do ator na série televisiva “Foi Assim que Aconteceu”).

Falta de diversidade racial e a fúria da internet

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi alvo da ira da internet assim que anunciou os nomes dos nomeados. Nas categorias dedicadas à representação constam apenas candidatos caucasianos, o que faz da lista para a 87º edição dos Óscares um dos poucos casos de falta de diversidade a marcar os últimos 20 anos. A última vez que tal aconteceu foi em 2011 e, depois disso, em 1998, diz a US Weekly.

Por mera coincidência, a Academia não considerou a performance do ator David Oyelowo, protagonista na longa-metragem “Selma”, uma biografia dedicada à figura enigmática de Martin Luther King, Jr e que foi nomeada para Melhor Filme, juntamente com “Birdman”, “Boyhood” e “Grand Budapest Hotel”.

Através da internet choveram críticas a propósito da decisão que remete para a falta de diversidade racial, com os utilizadores do Twitter a criarem e usarem a hashtag #OscarsSoWhite. Estas são algumas das reações que já invadiram a rede social.

https://twitter.com/YeaYouRite/status/555737374366633984

Apesar disso, na edição do ano passado o ator Chiwetel Ejiofor concorreu na categoria de Melhor Ator Principal e Lupita Nyong’o venceu o Óscar de Melhor Atriz Secundária. Ambos os prémios foram o resultado da participação do duo de atores no filme “12 Anos Escravo”.